domingo, 8 de agosto de 2010

OS ESTADOS UNIDOS NO TOPO DO MUNDO

Origens

Negligência Salutar: não sofreram grande pressão metropolitana (principalmente o Norte) + O ouro encontrado em seu território ficou com eles. + Seu processo de independência fez surgir uma nova sociedade: separada da Metrópole e voltada para os interesses da própria nação.

 A FORMAÇÃO DA POTÊNCIA

Doutrina Monroe 1823: criada no contexto do Congresso de Viena no inicio do século XIX, seu objetivo era combater a recolonizarão da America com o lema “A AMÉRICA PARA OS AMERICANOS”. Com o tempo se tornou a base do imperialismo norte-americano.

Doutrina do Destino Manifesto século XIX: incentivava a expansão territorial até a costa oeste (em direção ao Oceano Pacífico). Exemplos: conquista das terras indígenas e mexicanas (tratado de Guadalupe-Hidalgo, 1848)

• O BIG STICK ou Corolário Roosevelt (Theodore), FINAL DO século XIX: mudança no rumo da política externa devido a necessidade de mercado consumidor para o excedente da produção agrícola e industrial. Seu lema era “FALAR MACIO COM UM PORRETE NA MÃO”. Exemplos: imperialismo americano na América Central (Emenda Platt em Cuba, Canal do Panamá, invasão da Nicarágua, etc.).

Eclosão da Primeira Guerra: autodestruição dos países europeus concorrentes dos EUA , que sai da condição de devedor a credor e também assumiu a condição de maior potência mundial no pós-guerra. Exemplos: Plano Dawes (reconstrução da Europa após a Primeira Guerra) e difusão do “American Way of life” (estilo de vida americano). A CRISE DE 1929 GEROU UMA RETRAÇAÕA NO IMPERIALISMO IANQUE QUE PARTIU PARA A PLOITICA DA BOA VIZINHANÇA CO DELANO ROOSEVELT.

GUERRA FRIA: Retomada do imperialismo americano após a Segunda Guerra em oposição a expansão do socialismo soviético. Exemplos: Doutrina Truman (criação e divulgação da imagem negativa da URSS), Plano Marshall (reconstrução da Europa após a Segunda Guerra), OTAN (força militar do capitalismo) e macarthismo (paranóia anticomunista).



GOVERNOS DOS ESTADOS UNIDOS DE 1952 à BUSH FILHO

Dwight Eisenhower (1952 à 1960): política externa em “zig-zag” (ora agia com dureza contra o socialismo, ora fazia acordos), enfrentou a Revolução Cubana e deu início a Guerra do Vietnã , gastou milhões para buscar superar a URSS na corrida espacial. Na política interna enfrentou altas taxas de desemprego.

John Kennedy (1960 a 22/11/1963): promoveu o ataque a Baia dos Porcos e o bloqueio aeronaval a Cuba, criou a Aliança para o Progresso (na Conferencia de Punta Del leste em 1961), enfrentou a construção do Muro de Berlim (1961). Foi assassinado. DEMOCRATA

 Lyndon Johnson (1963 a 1968) que entrou no lugar de Kennedy: intensificou a Guerra do Vietnã, enfrentou o ano de 1968: lutas raciais e protestos contra a Guerra do Vietnã. DEMOCRATA

 Richard Nixon (1968 à 1974): assinou os acordos com a URSS e a China e o Tratado de Paris (fim da saída dos americanos do Vietnã), renunciou por conta do caso Watergate. Em seu lugar entrou Gerald Ford (1974-76). REPUBLICANO

Carter (1977 a 1981): Não manteve a postura americana de policia mundial. Pressionou as ditaduras latinas para o processo de redemocratização. Teve sua popularidade abalada devido ao atentado á embaixada dos EUA no Irã e a revolução Sandinista na Nicarágua. DEMOCRATA


 Era Reagan (1981-88): adotou um severo discurso anticomunista, repressão aos regimes de esquerda na America Latina, retomou a corrida armamentista e o programa Guerra nas Estrelas, introduziu o modelo neoliberal nos EUA, foi acusado no caso Irãgate (venda de armas ilegalmente). REPUBLICANO

 George Bush (1989-73): deu continuidade à era Reagan, Guerra do Golfo (1991), aumentou a crise econômica iniciada na gestão Reagan, vivenvciou a Queda do Muro de Berlin e da URSS. REPUBLICANO

 Bill Clinton (1993/200): Não manteve a postura americana de policia mundial. Reiniciou o crescimento econômico dos EUA. DEMOCRATA

 Era Bush (2001-2008): retomada da postura militarista Americana, usou os atentados de 11 de Setembro para justificar sua política, recriou o “eixo do mal” (da era Reagan), implantou a “doutrina bush” e invadiu o Iraque (2003) e o Afeganistão (2001). REPUBLICANO

sábado, 7 de agosto de 2010

ENTENDA A LEI DA FICHA LIMPA

Em todo o país, pelo menos 100 pessoas deverão ter a candidatura barrada pela Lei da Ficha Limpa, segundo previsão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Até o momento, das 1.030 candidaturas indeferidas, pouco mais de 70 referem-se à nova lei.
“É um número esperado por todos nós. A lei vai promover o saneamento nas candidaturas. Mas, estamos tratando de um universo pequeno de candidatos”, disse o presidente do TSE, Ricardo Lewandowski, em entrevista exclusiva à Agência Brasil e à TV Brasil.
Segundo o ministro, com a entrada em vigor da lei, os próprios partidos se tornaram um filtro dos candidatos condenados por órgãos colegiados e que, portanto, tornaram-se inelegíveis pela regra da Ficha Limpa. Os indeferimentos das candidaturas nos TREs (tribunais regionais eleitorais) podem ser questionados no TSE e, em último caso, no STF (Supremo Tribunal Federal).
A lei também impede a candidatura de políticos que renunciaram a mandatos para fugir de processos de cassação, como o ex-senador Joaquim Roriz (PSC-DF). Ele teve a candidatura a governador indeferida pelo TRE do Distrito Federal e promete recorrer à instância superior.
Nesses casos, o ministro Lewandowski é prudente ao fazer uma avaliação. Segundo ele, é necessário analisar caso a caso o motivo da renúncia. “É preciso verificar se a renúncia se deu por motivos legítimos ou para escapar de punição”, disse. No TSE, os recursos sobre indeferimento de candidaturas deverão ser julgados até o dia 19 deste mês.
Quanto aos possíveis questionamentos sobre a constitucionalidade da Ficha Limpa, especialmente em relação à sua retroatividade e entrada em vigor, Lewandowski se apressou em dizer que a lei obedece aos princípios constitucionais. Na definição da data de validade da nova regra, os ministros do TSE se basearam em jurisprudência do STF sobre a Lei de Inelegibilidade.
Os ministros usaram o mesmo entendimento da época, o de que não seria preciso adotar o critério de anualidade, que estabelece que leis eleitorais só podem entrar em vigor um ano após a sua aprovação. Eles também determinaram que políticos que ainda estão respondendo a processo sejam barrados pela lei.
Lewandowski explicou que a Ficha Limpa não impõe uma sanção ao candidato, apenas cria um requisito: não ter sido condenado por órgão colegiado. Por isso, os princípios da anualidade e da não retroatividade são desnecessários nesse caso.

Estrela de debate, socialista Plínio é faz-tudo na própria campanha

Esqueça os jatinhos que cruzam o Brasil em campanha pela sucessão presidencial. Nada de marqueteiros milionários para passar roteiros, sugerir agenda ou melhoras no visual. Tampouco há encontros com lideranças empresariais – chaves para financiar presidenciáveis. A candidatura de Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) ao Palácio do Planalto é quase amadora. Seus aliados chamam de espontânea.
No dia seguinte ao debate na TV Bandeirantes, durante o qual ofuscou Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV), Plínio seguiu nesta sexta-feira (6) para o centro de São Paulo. O candidato octogenário passou cerca de uma hora distribuindo panfletos e conversando com potenciais eleitores. Em seguida, isolou-se para gravar programas de rádio e televisão.
Um dos coordenadores da campanha de Plínio, o deputado Ivan Valente (PSOL-SP), disse ao UOL Eleições que o partido socialista depende quase exclusivamente da militância para fazer a campanha à Presidência. A legenda, que surgiu de um racha com o PT, abriu mão de financiamento privado para seus candidatos. Ele ocupou a mesma posição em 2006, quando Heloísa Helena concorreu ao Palácio do Planalto.
“O candidato muitas vezes é obrigado a tratar da própria agenda, discutir os materiais, dirigir o carro até as assembléias, aos movimentos sociais e às agendas”, disse Valente sobre Plínio. “Desde motorista até formulador de programa, desde panfletador até verificador de agenda, o candidato socialista do PSOL tem de fazer tudo se quiser chegar lá”. Por conta disso, a campanha tem se concentrado em São Paulo, cidade onde o candidato vive.
Para o debate de quinta-feira, Plínio foi o único dos concorrentes que precisou de carona do helicóptero da TV Bandeirantes para chegar aos estúdios da emissora. Marina Silva usou o de seu candidato a vice, o executivo Guilherme Leal, bilionário fundador da Natura. Dilma e Serra se beneficiaram de estruturas já prontas para esse tipo de deslocamento.
Membros da campanha do PSOL dizem que a arrecadação do partido está na faixa de R$ 100 mil. De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, Dilma informou ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que já conseguiu R$ 11,6 milhões até o início de agosto. Marina, com a ajuda do vice, amealhou R$ 4,6 milhões, enquanto Serra ficou com R$ 3,7 milhões, sempre segundo o diário.
De acordo com a mais recente pesquisa do instituto Datafolha, Dilma e Serra estão tecnicamente empatados. Outros institutos, que divulgaram números mais recentes, colocam a petista à frente do tucano, sempre com Marina em uma terceira e distante posição. Plínio, na maioria das sondagens, mal chega a 1% das intenções de voto. Um cenário que Valente espera mudar após o debate.
“Nós somos o PT da origem, do movimento popular, da espontaneidade, dessa relação direta com o povo”, disse o coordenador de campanha, que ficou ao lado de Plínio na disputa interna com Heloísa Helena. A ex-senadora alagoana preferia uma aliança com Marina, mas acabou derrotada. A crise gerou até a interdição do site do PSOL na internet. Procurada para comentar a candidatura de Plínio, Heloísa não foi encontrada.
Auge no debate
O ex-promotor público atraiu atenção no debate com críticas a todos os candidatos, permeadas de ironias e adjetivos que arrancaram sorrisos até dos adversários. Chamou Serra de hipocondríaco e Marina de conciliadora. Ainda classificou políticas de Dilma e Serra de "quinquilharia". O candidato do PSOL fez uma de suas críticas mais diretas à presidenciável do PV.
"Você não sabe pedir demissão. Você devia ter pedido demissão", afirmou Plínio, em relação às tensões entre o Ministério do Meio Ambiente comandado por Marina com outros setores do governo. A senadora deixou a legenda onde começou sua militância para ser candidata à Presidência pelo PV. "Estou ouvindo você aqui e nem parece que você saiu do PT." Dilma era a principal rival de Marina em Brasília.
A atuação levou o nome do socialista, durante o debate, à posição número um dos trending topics do microblog Twitter. Para Valente, Plínio se esforçou para mostrar que o PSOL é uma alternativa de esquerda mais clara do que Marina. “Uma candidatura que poderia ser alternativa, que é a da Marina, não se coloca como alternativa. A candidatura do Plínio vem ocupar esse espaço de alternativa.”
“A candidatura Dilma trepidou, se arrastou, travou. O Serra foi extremamente burocrático, morno. Não tem o que propor contra o governo Lula. E a candidatura Marina não se coloca como de esquerda ou de direita, nem de oposição nem de situação”, criticou Valente, um dos motoristas preferidos de Plínio pelas agendas no Estado. Menos animado ele parece ao falar com eleitores que o confundem.
“Grande Plínio”, diz um passante no centro de São Paulo. “Eu sou o Ivan! É Ivan”, responde o deputado. Um debate na TV não resolve as mazelas de uma campanha sem recursos.


FONTE:
Maurício Savarese
Do UOL Eleições
Em São Paulo

sábado, 31 de julho de 2010

Da invasão do Kuwait à ocupação americana do Iraque

Há 20 anos começou a Guerra do Golfo, um dos maiores conflitos do Oriente Médio. Na madrugada do dia 2 de agosto de 1990, tropas iraquianas, sob o comando de Saddam Hussein, invadiram o vizinho Kuwait, rico em petróleo. A reação da comunidade internacional foi imediata, com sanções econômicas e uma ofensiva militar - liderada pelos Estados Unidos - que arrasou o Iraque. A guerra foi sucedida pela invasão americana do Iraque em 2003, por conta dos atentados do 11 de Setembro. A ocupação militar, que deve terminar em 2011, mudou o panorama geopolítico da região.
Causas da guerra
Depois de quase quatro séculos sob domínio do Império Otomano, o Iraque se tornou colônia do Reino Unido ao final da Primeira Guerra Mundial. O regime monárquico instaurado durou de 1921 a 1958, quando a família real foi assassinada em decorrência de um golpe de Estado. Em julho de 1968, o Partido Socialista Árabe Baath, do líder sunita Saddam Hussein, chegou ao poder. Ele foi eleito presidente em 1979, cargo que ocuparia por 24 anos. Nesse período, o Iraque se envolveu em três guerras no Golfo Pérsico. A primeira Guerra do Golfo foi travada contra o Irã (1980-1988) depois que a Revolução Islâmica , liderada pelo aiatolá Ruhollah Khomeini, depôs a monarquia iraniana. Durante o conflito, Saddam teve apoio militar dos Estados Unidos, que temia a influência do fundamentalismo islâmico sobre o Oriente Médio. O governo americano, na época, ignorou o uso de armas químicas e biológicas pelas tropas iraquianas, incluindo o massacre de curdos. Mais tarde, usaria isso como justificativa para invadir o país. Ao final da guerra, tanto o Irã quanto o Iraque estavam arruinados. A situação econômica do Iraque foi ainda agravada pela queda do preço do petróleo nos anos 1980 - o país é o 10º no ranking de produtores e 11º no de exportadores de petróleo no mundo. Além disso, estava endividado, ao contrário do vizinho Kuwait (13º produtor e 6º exportador mundial do minério), que explorava as jazidas existentes nas proximidades da fronteira iraquiana. Nesse contexto, a invasão do Kuwait teve razões econômicas e territoriais. O governo do Iraque acusava o vizinho de provocar a queda do preço do petróleo ao vender mais do que a cota permitida pela Organização dos Países Produtores e Exportadores de Petróleo (OPEP). Saddam também queria que o Kuwait perdoasse uma dívida contraída durante a Guerra Irã-Iraque e cobrava uma indenização de US$ 2,4 bilhões por suposta exploração ilegal em campos petrolíferos iraquianos. Outro motivo foi a divisão da fronteira entre os dois países, assunto de controvérsias desde o fim do Império Otomano, quando o Reino Unido demarcou os territórios. O governo iraquiano alegava que, antes da colonização inglesa, o Kuwait pertencia à província de Basra, localizada ao sul do país.
Invasão
Ao invadir o Kuwait, em 2 de agosto de 1990, dando início à segunda Guerra do Golfo, Saddam subestimou a reação da comunidade internacional e do governo americano, seu antigo aliado na guerra contra o Irã. Para Saddam, a guerra era uma forma de sanar as finanças do país e adquirir poder no mundo árabe. Para os Estados Unidos, era a oportunidade de ocupar militarmente a região e garantir o domínio sobre parte do petróleo árabe. O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) condenou a invasão e aprovou uma resolução que impunha sanções econômicas ao Iraque. Ao mesmo tempo, a Liga Árabe iniciou as negociações para tentar resolver o conflito por meio da diplomacia, sem alcançar sucesso. Em 28 de agosto, o governo iraquiano anexou o Kuwait como sua 19ª província. No dia seguinte, a ONU deu um ultimato: até o dia 15 de janeiro de 1991 as tropas deveriam se retirar; caso isso não ocorresse, haveria ofensiva militar. Para cumprir esse ultimato, formou-se uma coalizão de 34 países liderados pelos Estados Unidos: entre eles, Reino Unido, França, Arábia Saudita, Egito e Síria. Um contingente de 750 mil soldados foi mobilizado contra 200 mil soldados iraquianos. No dia 17 de janeiro de 1991 começou o ataque aéreo contra Bagdá, capital iraquiana. Entre os dias 25 e 28 de fevereiro foi desencadeada a "Operação Tempestade no Deserto", com forças da ONU comandadas pelo general americano Norman Schwarzkopf. Os bombardeios eram acompanhados pela TV em todo o mundo. Na chamada "guerra cirúrgica", mísseis "inteligentes" atingiam alvos militares e a infraestrutura de Bagdá. Ao término da operação, os soldados iraquianos foram expulsos do Kuwait e Bagdá aprovou o cessar-fogo no dia 3 de março.
Consequências
A família real do Kuwait, que havia deixado o país antes da invasão, retornou após o fim do conflito. Cerca de mil civis morreram na guerra e outros 300 mil deixaram o país. O Exército iraquiano também danificou 737 poços de petróleo, provocando danos ambientais em toda região do Golfo Pérsico. O Kuwait levou mais de dois anos para reparar os danos causados à sua indústria petrolífera. No Iraque, a guerra deixou 3.664 civis mortos - e o país ficou em ruínas. Para piorar, durante os anos 1990 foram impostas sanções comerciais e financeiras, a fim de que o governo desmantelasse sua indústria bélica e pagasse indenizações de guerra, o que impediu a reconstrução do país. Em 20 de março de 2003, os Estados Unidos invadiram o Iraque com apoio do Reino Unido. O governo de George W. Bush acusou Saddam de ligação com os atentados de 11 de Setembro e de possuir armas de destruição em massa, fatos que nunca foram comprovados. Segundo especialistas, o real motivo da guerra seria garantir o controle das reservas de petróleo. O ditador iraquiano foi deposto, capturado ao final de 2003 e condenado à morte em dezembro de 2006. Para os Estados Unidos, contudo, foi apenas o começo de uma das guerras mais longas, caras e mortíferas de sua história, só perdendo para o conflito do Vietnã A guerra do Iraque já custou US$ 736 bilhões aos cofres americanos (contra US$ 286 bilhões gastos no Afeganistão) e deixou um saldo de 4.731 soldados mortos, sendo 4.413 americanos (contra um total de 1.968 mortos, sendo 1.207 americanos, no Afeganistão). A morte de americanos em atentados terroristas em Bagdá e os escândalos decorrentes de abusos cometidos contra presos iraquianos na prisão de Abu Ghraib tiveram repercussão interna e mancharam a imagem da Casa Branca. Por isso, com a eleição de Barack Obama para a presidência da República em 2009, a estratégia foi mudada. Ele prometeu retirar a maior parte dos combatentes até 31 de agosto de 2010. Hoje, existem aproximadamente 85 mil soldados americanos no Iraque. Metade do contingente deve permanecer e ser removido gradualmente até 31 de dezembro de 2011. Depois disso, o Iraque conquistará de novo sua independência.