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domingo, 22 de maio de 2016
domingo, 22 de abril de 2012
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
domingo, 11 de setembro de 2011
REVOLTAS REGENCIAIS
Cabanagem - Grão-Pará (1834-1840) .
•
Cabanos:
população pobre que morava em cabanas na mais completa miséria. Participação de
elementos das camadas médias e alta. Meta da Cabanagem: mudar o quadro social
de que eram vítimas, os cabanos ..
•
Governos
cabanos:Félix Malcher; Francisco Vinagre; Eduardo Angelim
•
Observação:
"É ela um dos mais, senão o mais notável movimento popular do Brasil. É o
único em que as camadas mais inferiores da população conseguem ocupar o poder
de toda uma província com certa estabilidade [ ... ] Apesar da falta de continuidade que o caracteriza, ,
fica-lhe, contudo, a glória de ter sido a primeira insurreição popular que
passou da simples agitação para uma tomada efetiva do poder". (Adaptado de
Caio Prado Jr. '"
Farroupilha - Rio Grande do Sul (1835-1845) .
• Longa guerra civil comandada pela
elite gaúcha, produtora de charque .
•
Reclamação
dos farroupilhas: concorrência do charque platino. Reivindicação dos
farroupilhas: elevação dos impostos sobre o charque platino (protecionismo).
Defendiam o ideal separatista.
•
Os
farroupilhas queriam proclamar as seguintes repúblicas: Rio-Grandense, com sede
em Piratini (RS) e Juliana (SC) .
•
Em
1845, o governo imperial realizou um acordo com os farroupilhas. Os rebeldes
assinaram a paz, mas exigiram: Aumento das tarifas alfandegárias sobre o
charque platino. Anistia política. Indenização dos prejuízos sofridos com a
guerra. Direitos para soldados farroupilhas de ingressar para as tropas
imperiais, ocupando os mesmos cargos.
Sabinada - Bahia (1837-1838)
• .Movimento de curta duração, comandado
elementos das camadas médias .
• Líder: o médico Francisco Sabino (daí
o nome "Sabinada").
• O objetivo dos rebeldes era proclamar
a República baiense durante a menoridade de D. Pedro de Alcântara.
Balaiada - Maranhão (1838-1841 )
• .Contou com ampla participação da
população pobre: negros escravos, negros livres: vaqueiros e fazedores de
balaios.
• Principais líderes: Raimundo Gomes,
Manuel Francisco dos Anjos e Preto Cosme.
• O movimento era desorganizado e não
possuía objetivos de assumir o governo.
• Os rebeldes lutavam para mudar o
quadro social de que eram vitimas.
sábado, 3 de setembro de 2011
Resumo das Revoltas Regenciais
Principais rebeliões do Período Regencial
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Nome
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Província
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Data
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Líderes
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Causas
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Fatos principais
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Males
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Bahia
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1835
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escravos africanos das etnias hauçá e nagô, de
religião islâmica,
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propostas radicais para libertação dos demais
escravos africanos.
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irápida e duramente reprimida pelos poderes políticos
e militares do governo brasileiro
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Cabanagem
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Pará
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1835
1840 |
Malcher, Vinagre,
Angelim
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Revolta dos liberais contra o
presidente nomeado pelo governo regencial; situação de miséria dos cabanos.
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Domínio sobre Belém durante um ano e
lutas no interior; morte de 40% da população da província.
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Sabinada
|
Bahia
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1837
1838 |
Dr. Sabino Álvares
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Insatisfação com as autoridades
impostas pela Regência.
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Organização da República Bahiense
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Balaiada
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Maranhão
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1838
1841 |
Manuel
"Balaio", Raimundo Gomes, Cosme
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Insatisfação com o presidente nomeado
pela Regência e revolta de vaqueiros, fazedores de balaios e escravos
fugidos.
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Conquista da Vila de Caxias; anistia.
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Guerra dos Farrapos
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Rio Grande do Sul
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1835
1845 |
Bento Gonçalves,
Giuseppe Garibaldi
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Altos impostos, exigência de mudanças
políticas, exemplo das repúblicas platinas.
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República de Piratini; República
Juliana,
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terça-feira, 12 de outubro de 2010
POLÍTICA EXTERNA NO SEGUNDO REINADO
è Questão Christie (1862-65)
- Foi o rompimento diplomático entre Brasil e Inglaterra
- Antecedentes: submissão brasileira a Inglaterra desde os Tratados de 1810 (e reafirmados em 1827)
- Fatores: A carga saqueada do navio inglês pela população gaucha em 1861, prisão dos marinheiros ingleses embriagados e arruaceiros (no Ceará a gente diz "bonequeiros").
- Reação inglesa: exigência de uma indenização (3200 libras) pelo embaixador Inglês William Douglas Christie à aprisionamento de cinco navios mercantes brasileiros.
- Resultados: diante da decisão do intermediador Leopoldo I (Rei da Bélgica), o Brasil pagou a indenização e rompeu com a Inglaterra à em 1865 o ministro inglês Thorton pede desculpas oficiais ao Brasil (já envolvido na Guerra do Paraguai).
è Questões Platinas
- Foi a intervenção (imperialistas) do Brasil nos assuntos internos do Uruguai e Argentina.
- Objetivos do Brasil: Evitar a restauração do antigo Vice- Reinado do Prata (para manter sua hegemonia na região Patina e garantir a navegação brasileira na Bacia do Prata que era importante para garantir o acesso a Mato Grosso)
- No Uruguai: o Brasil apoiava os Colorados (burguesia uruguaia favorável as relações comerciais com o Brasil. EX: Acordos de Outubro de 1851) contra os Blancos (liderados por Manuel Oribe e depois por Anastácio Aguirre). Conflitos contra: Manuel Oribe e Anastácio Aguirre
- Na Argentina: contra o Federalista Manuel Rosas (federalista, favorável a unificação dos países platinos).
è Guerra do Paraguai (1864-70)
- Situação do Paraguai: combate ao analfabetismo, crescimento sem divida externa, reforma agrária, consolidação da sua indústria de base, etc. Principais lideres: Francia (1811-40), Carlos Lopez (1840-62) e Solano Lopez ( 1862-70).
- Fatores da Guerra: expansionismo paraguaio (pois necessitava do controle da Bacia do Prata para assegurar o escoamento da sua produção), interesses ingleses (em eliminar a possível concorrência paraguaia na região) e brasileiros (manter sua hegemonia na Região do Prata). Causa imediata: intervenção brasileira no Uruguai ( e recusando a intermediação paraguaia) à13/11/1864: o Paraguai aprisiona o navio brasileiro Marquês de Olinda.
- O Conflito: Paraguai x Tríplice Aliança (Brasil + Uruguai + Argentina). Objetivos da Tríplice Aliança (depor Solano Lopez, conquistar e dividir parte do território paraguaio e responsabilizá-lo pelos custos da Guerra).
- Resultados da Guerra: destruição da economia e da população do Paraguai (reduzida a aproximadamente 1/5 da população, mesmo assim com apenas crianças, idosos e mulheres). Para o Brasil: endividamento com a Inglaterra, difusão de ideais republicanos e abolicionistas, o militares retornaram "se sentindo os salvadores da Pátria" (exigindo com isso maior participação e espaço político no Segundo Reinado, iniciando também o histórico de intervenções na política interna feito pelos militares ao longo da nossa história).
domingo, 27 de setembro de 2009
ECONOMIA NO SEGUNDO IMPÉRIO – INDUSTRIALIZAÇAO E URBANIZAÇAO
Introdução:
· Fatores do atraso da industrialização brasileira: tratados de 180 com a Inglaterra ( que dava privilégios alfandegários aos produtos ingleses, tornando-os dominadores do mercado consumidor interno), governo pautado nos interesses da elites agroexportadoras ( não tomava medidas necessárias à industrialização nacional).
· Fatores que favoreceram a industrialização – SURTO INDUSTRIAL: tarifa Alves Branco (1844, lei que aumentava os impostos alfandegários, seu objetivo era aumentar a arrecadação, mas logo se tornou protecionista), capitais oriundos do fim do trafico internacional de escravos (Lei Eusébio de Queiroz de 1850) e da cafeicultura.
· Pioneirismo de Visconde de Mauá: grande empreendedor industrial brasileiro. Possuiu: estaleiros, companhias de rebocadores e de navegação, banco, estradas de ferro. Seu sucesso incomodou as empresas estrangeiras(acredita-se que tenha sido sabotado e perseguido). Não suportou a “concorrência” (principalmente por conta da Tarifa Silva Ferraz de 1860 que diminuiu as tarifas alfandegárias) da e faliu.
· Boa parte dos lucros dos industriais brasileiros acabava investido em café.
· E vale ressaltar que nesse período a indústria não representava nem a sombra da economia agrária no país.
O crescimento das cidades
· Industrialização → atração populacional → crescimento urbano.
· Surgem trabalhadores especializados → cada vez mais o trabalho escravo é menos tolerável.
· As cidades vão se modernizando (para as elites): bondes, iluminação á gás, hotéis, tetros, jardins públicos, jornais.
ECONOMIA (AGRÁRIA) NO SEGUNDO REINADO
- Introdução · No comércio continuava dominado pelos produtos ingleses (que tinham privilégios alfandegários no Brasil desde 1810 e foram confirmados em 1827). · A base da nossa economia permanecia agrária e baseada no tripé: monocultura, latifúndio e trabalho escravo.
- Expansão do café · Origens: originário da Abissínia (Etiópia) e chegou a Europa através dos árabes (cruzadas, trocas comerciais). Na América, chegou primeiro ás Antilhas, espalhou-se pelo Caribe e atingiu a América do Sul. · Ao Brasil chegou através do Pare vindo da Guiana Francesa. Há discórdias se quem introduziu o produto no Brasil foi Francisco Melo Paleta ou Francisco Xavier. · Importante: a introdução da cafeicultura não substituiu a atividade açucareira. Pois ele só se tornou fundamental ao país quando caiu no gosto europeu e norte-americano. Somente a parti de 1831-40 superou as exportações do açúcar. · O café se desenvolveu principalmente no Vale do Paraíba – até 1870, baseado no tripé: monocultura, latifúndio e trabalho escravo (brecha camponesa: esse termo se refere ao costume que alguns senhores de engenho tinham em liberar alguns lotes de sua propriedade para que os escravos pudessem realizar a produção de gêneros agrícolas voltados para o próprio consumo e a venda no mercado interno. Tal medida seria benéfica aos escravos ao abrir oportunidade para a compra de outros produtos e a relativa melhora de sua condição de vida.) – e se consolidou no Oeste Paulista – dotados de uma mentalidade mais empresarial introduziram o trabalho “livre” imigrante, melhoraram as técnicas do cultivo e beneficiamento do café; diversificaram seus investimentos de capitais.
- A implantação da lavoura cafeeira em comparação com a atividade açucareira · Diferenças: Necessitava de menos gastos para a sua implantação (esses gastos foram reduzidos ainda mais com a diminuição do trabalho escravo). Os capitais vieram do próprio mercado interno (lembrem-se os engenhos açucareiros foram financiados pelos holandeses): do comércio, da mineração em decadência, dos capitais liberados pelo fim do trafico internacional de escravos. O cafeicultor integrava todas a etapas do processo (produção, beneficiamento e comercialização) · Semelhanças: monocultura e produção para o mercado externo.
- Transição do trabalho escravo para o assalariado · Deu-se devido as pressões internas (abolicionistas) e inglesas (Bill Aberdeen: autorizava a marinha inglesa prender ou afundar ‘tumbeiros” e julgar sua tripulação) em busca de expandir seu mercado consumidor (e segurar a mão-de-obra africana na África) o que culminou no Brasil com a Lei Eusébio de Queiroz (fim do tráfico internacional de escravos). · Isso gerou: diminuição da oferta de escravos (restou o tráfico interprovincial), aumento do preço do escravo e o tráfico internacional de escravos se tornou uma atividade arriscada. SAÍDA: IMIGRAÇÃO.
- A emigração para o Brasil · “esclarecendo as coisas” na realidade se inicia com os portugueses (“colonizadores”), franceses (“invasores”) e africanos (escravos). · Inicio da imigração oficial: 1818 com 100 famílias suíças e 1824 com imigrantes alemães. · Sistema de parcerias: crida pelo senador Nicolau Vergueiro. Os custos da instalação dos colonos ficavam pó conta do proprietário da fazenda. Esse sistema mostrou-se tirano com o colono que nunca conseguia zerar suas dividas com a fazenda. Ademais gerou conflitos diplomáticos (A Prússia proibiu a emigração para o Brasil). · Sistema subvencionado: o governo arcava com as despesas do imigrante durante o seu primeiro ano no Brasil. E os colonos recebiam um salário fixo e variável conforme a produção. · Atenção esses processo visavam o branqueamento da população.
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
SEGUNDO REINADO – POLÍTICA INTERNA
- Fases do Império 1º. “Pax Imperial” (ou Pax romana): paz que favorece as elites. Características: implantação do parlamentarismo, do protecionismo alfandegário (tarifa Alves Branco) e tem seu fim a repressão ao trafico negreiro para o Brasil (Lei Eusébio de Queiroz, de 1850). 2º. De 1851 a 1963: crescimento da economia cafeeira ( e de outras atividades econômicas: transportes, comunicações, indústria, etc), Gabinete da Conciliação (entre liberais e conservadores), política externa intervencionista nos países platinos (Uruguai e Argentina) para mantermos nossa hegemonia na região. 3º. De 1864 a 1870: predomínio da política externa sob a interna (guerra contra Uruguai e Paraguai). 4º. 1871 a 1889: crise do Segundo reinado (questões: republicanas, religiosa, militar e abolicionista).
- Parlamentarismo às avessas: · Início em 1843 com a convocação do gabinete pelo Marques do Paraná e consolidou-se em 1847 com a criação do cargo de Presidente do Conselho (1° Ministro ou Chefe de Gabinete). · Como funcionava: o gabinete nomeado pelo 1° Ministro se encarregava de convocar as eleições para a Câmara dos Deputados (com fraudes, conhecidas com “Eleições do Cacete). Esse modelo ao contrário do Inglês se encerrava com as eleições (daí o nome às avessas)
- Revoltas do Segundo Reinado · Levantes Liberais (1842): em contrapartida ao Golpe da Maioridade os liberais fizeram parte do primeiro ministério do Segundo Reinado e, em decorrência disso, conseguiram a maioria na Câmara dos Deputados (obviamente de forma fraudulenta) → Os conservadores reagiram a exigiram a dissolução do Ministério Liberal → D. Pedro II dissolveu o Ministério Liberal → Gerando revoltas dos liberais em São Paulo e Minas Gerais. · Revolução Praieira 1848 (o nome se origina do jornal dos liberais que Diário Novo que ficava na Rua da Praia): causas: crise econômica (queda do preço do açúcar e algodão), controle do comercio por estrangeiros e deposição do governador liberal de Pernambuco (Pinto Chamorro Gama). Propostas (manifesto ao Mundo): voto livre e universal para todos os brasileiros, com a conseqüência extinção do voto censitário; - liberdade de imprensa; extinção do Poder Moderador; Garantia de trabalho para todos os cidadãos brasileiros; Nacionalização do comércio varejista; Extinção do Senado Vitalício. · Rebelião dos Quebra-Quilos (1874): obrigatoriedade do alistamento militar, aumento dos impostos e imposição autoritária do Sistema métrico decimal de pesos e medidas (que foi a gota d’água). Difundiu-se pelas províncias de Pernambuco, Alagoas e Rio Grande do Norte. · Revolta do Vintém (1880): a população pobre do Rio de Janeiro se rebela contra o aumento das passagens dos bondes, ainda puxados por burros e trens. A chamada Revolta do Vintém explode dia 1º de janeiro. A polícia tenta contê-la e os manifestantes respondem quebrando bondes, arrancando trilhos e virando os veículos. A revolta só pára com a intervenção do Exército, que abre fogo contra a multidão e mata várias pessoas.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
PERÍODO REGENCIAL (1831-40) – HISTÓRIA DO BRASIL
- Introdução · O período compreendido entre 1831 e 1840 foi um dos mais agitados da nossa História. Iniciado pela abdicação de D. Pedro I em favor de seu filho de apenas 5 anos de idade, determinou a escolha de uma regência para governar o País, em função de D. Pedro de Alcântara ser menor.
- Regência Trina Provisória (03 a 06/1831) · Foi feita às pressas devido o recesso de Assembléia Nacional · Foi buscado um equilíbrio na escolha dos regentes: liberal + conservador + militar · MEDIDAS: readmitir o Ministério dos Brasileiros (cujo demissã provocou a renúncia de D. Pedro I), anistiar as pessoas presas por razões políticas o ideológicas, suspender o uso do poder Moderador pelos regentes ( já que era exclusivo do imperador), convocar a Assembléia Geral de Deputados e Senadores para realizar a escolha definitiva de uma Regência Trina Permanente, determinar o impedimento dos regentes de dissolverem a Câmara dos Deputados.
- Regência Trina Permanente 91831/35) · Mesmo não sendo um dos Regentes, o destaque coube ao Padre Diogo Feijó, mostrando a supremacia dos liberais moderados (os exaltados ficaram de fora). · MEDIDAS: criação da Guarda Nacional (composta principalmente por latifundiário, visava manter “ordem’ e reprimir as ameaças ao poder da aristocracia. OBS: NÃO ESTAVA SUBORDINADO AO MINISTERIO DA GUERRA, MAS AO DA JUSTIÇA), aprovaçao do Código de Processo Criminal (que deu aos municípios autonomia judiciária, através do juiz de paz), Ato Adicional de 1834 (criação das Assembléias Legislativas Provinciais, em substituição aos antigos Conselhos Gerais das Províncias. O Conselho de Estado foi extinto, visto que ele era um órgão de assessoria do Imperador. Não se poderia fazer uso do Poder Moderador, que era exclusivo do Imperador. A Regência Trina foi transformada em Regência Una eleita por voto direto e com um mandato temporário a cumprir. Foi criado o Município Neutro na cidade do Rio de Janeiro. A manutenção da vitaliciedade do Senado) · Obs.: fora, medidas descentralizadoras (criação das Assembléias Legislativas Provinciais) e centralizadora (criação da Regência Uma).Criou-se a “Experiência Republicana”, devido ao fato de os regentes unos serem eleitos para um mandado temporário de quatro anos. A maior descentralização serviu para a eclosão de revoltas provinciais. · Partidos Políticos: Liberais moderados ou Chimangos; Liberais Exaltados, farroupilhas ou jurujubas; Restauradores ou caramurus.

- A Regência Uma de Feijó (1835-37) Partidos Políticos: Regressistas e Progressistas. Nova organização devido ao racha nos moderadores e à morte de D. Pedro I. · Renúncia ao cargo de regente em 1837: As críticas do partido Conservador, a oposição da Igreja, a falta de verbas e de apoio político, a incapacidade de reprimir as revoltas da Cabanagem, no Paro e da Farroupilha, no Sul
- A Regência Conservadora de Araujo Lima (1837-40) · Vitoria da ala regressista: Lei Interpretativa do Ato Adicional de 1834 (que colocou fim a autonomia das províncias) · Surgem novas revoltas: Sabinada e Balaiada.
- GOLPE DA MAIORIDADE (1840) Foi uma trama política idealizada pelas elites dominantes da ala dos progressistas, visando antecipar a maioridade de D. Pedro de Alcântara, futuro D. Pedro II. Esses grupos dominantes (as elites agrárias) acreditavam que o poder centralizado (com o poder MODERADOR) nas mãos do imperador seria fundamental para trazer a tranqüilidade ao Império.
terça-feira, 11 de agosto de 2009
PRIMEIRO REINADO (1822–1831)
- A vinda da Família Real para o Brasil, em 1808, encerrou o monopólio comercial português. Quando o Brasil declarou sua independência, em 1822, com o apoio inglês, houve resistência dos portugueses especialmente na Bahia e no Pará;
- ASSEMBLÉIA CONSTITUINTE (1823) Anteprojeto: Tinha como titulo “Constituição da Mandioca”, pois determinava que, para ser eleitor ou candidato aos cargos legislativos, era preciso possuir determinada renda, baseada em alqueires de mandioca.
- CONSTITUIÇÃO DE 1824 Pontos principais: Foi outorgada pelo Imperador D. Pedro I. Adotou eleições indiretas. Impôs o voto censitário (baseado na renda do cidadão). Declarou o catolicismo a religião oficial do Império. A igreja ficava subordinada ao Estado, pelo regime de padroado e beneplácito. • Tirou a autonomia das províncias. O Estado é unitário. Instituiu formação do Conselho de Estado, composto de conselheiros vitalícios, nomeados pelo imperador. Adotou a divisão em 4 poderes ( Executivo: exercido pelo imperador e por seus ministros de Estado. Legislativo: formado pela Assembléia Geral: deputados (eleitos para um mandato de 4 anos) e senadores (mandato vitalício). Judiciário: composto por juízes e tribunais. Seu órgão máximo era o Supremo Tribunal de Justiça. Moderador: exclusivo do imperador. Este poder seria a chave da vida política do País)
- CONFEDERAÇÃO DO EQUADOR (1824) Rebelião no Nordeste do País que envolveu as seguintes regiões: Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraíba e Ceará. Os líderes foram Manuel Pais de Andrade e Frei Caneca, que foi o idealizador do movimento. O movimento pregava idéia separatista. Visava proclamar a República do Equador. Os rebeldes pretendiam seguir o modelo da Constituição Colombiana. Houve forte repressão governamental. Vários rebeldes foram executados, entre eles o Frei Joaquim Rabelo do Amor Divino e Caneca, o Frei Caneca, que foi fuzilado em Recife.
- ABDICAÇÃO DE D. PEDRO I (1831) Causas: crise econômica (queda nas exportações e na arrecadação alfandegária), autoritarismo, Constituição Outorgada de 1824, repressão à Confederação do Equador, perda da Cisplatina, disputas pelo trono português. D. Pedro I abdicou ao trono brasileiro em 7 de abril de 1831, em favor de seu filho Pedro de Alcântara (futuro D. Pedro II), que ainda iria completar 5 anos de idade, com as seguintes palavras: “Abdico mui voluntariamente em favor de meu mui amado filho Pedro de Alcântara”.
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