Mostrando postagens com marcador CONTEMPORÂNEA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador CONTEMPORÂNEA. Mostrar todas as postagens

sábado, 28 de maio de 2016

A descolonização da África e Ásia

domingo, 13 de maio de 2012

A EXPANSÃO ULTRAMARINA



è Introdução
·    Objetivos: encontra metais preciosos e especiarias.

·    Outros fatores:Reforma religiosa, queda de Constantinopla, inovações tecnológicas e espírito aventureiro.

·    Esse momento divide a Idade Média e os Tempos Modernos. Marca também o inicio do processo de Globalização.

è Pioneirismo português




·    Fatores: unificação política do reino, situação geográfica favorável, interesses mercantilistas, ecola de Sagres .

è outras potencias : Espanha, França, Inglaterra e Holanda.

è Divisão do mundo entre Portugal e e Espanha: Bula Intercoetera (100 leguas da ilha da Madeira) Tratado de Tordesilhas (270 leguas)

è Conseqüências da expansão ultramarina: o atlântico se torna o oceano mais importante comercialmente (no lugar do Mar Mediterrâneo), descobertas de novos povos, trocas agrícolas e culturais entre América e Europa, ampliação do comercio internacional,

Ditaduras na América Hispânica do XX

DITADURAS NA AMÉRICA LATINA DO SECULO XX


è A Revolução Mexicana de 1910
·         Da independência em 1821 até à Revolução em 1910 a história do México foi marcada por instabilidade política e por ditaduras militares aliadas ao capital estrangeiro.

·         Ditadura de Porfírio Diaz (1876 a 1911): aliado das elites agrárias (900 proprietários possuíam mais da metade das terras agricultáveis). Opositores: maçons, caudilhos dissidentes e frágeis grupos de esquerda.

·         Movimento de oposição a Ditadura de Porfírio Diaz – lutavam pela liberdade com a liderança de Francisco Madero→ o movimento virou uma revolução social → Porfírio Diaz renuncia → Francisco Madero assume, promete, mas não soluciona os problemas sociais (principalmente o agrário e o indígena) → o governo de Francisco Madero sofre oposição de grupos revolucionários liderado por Emiliano Zapata e Pancho Vila que lutavam por reforma agrária e democracia → Francisco Madero é assassinado a mando do militar Victoriano Huerta que instaura uma ditadura renovando o mando das elites agrárias tradicionais→ as ações de Emiliano Zapata e Pancho Vila continuam mesmo após a renúncia de Huerta → Venustiano Carranza assume com apoio dos EUA → continuam as ações de Emiliano Zapata e Pancho Vila até o dia em que esses líderes são assassinados →o movimento revolucionário se enfraquece e o liberalismo apoiado pelos EUA se fortaleceu.



ARGENTINA COMTEMPORÂNEA
·         Introdução - século XIX · Recebeu muitos imigrantes · Sua economia era baseada na pecuária, trigo e algodão. Recebeu investimentos estrangeiros (ingleses): instalação de indústrias ( bens de consumo) e frigoríficos.
·         Política antes da Ditadura Militar · Os partidos de oposição as oligarquias eram: UCR (União Cívica Radical) e OS (Partido Socialista). · Eleição de Hipólito Irigoyen (da UCR e era nacionalista) → deposto por GOLPE DE ESTADO → Seguem governos conservadores ) → deposto por GOLPE DE ESTADO → entra o populista, nacionalista e autoritário Juan Perón 1946-55 (com sua carismática esposa Evita Perón) → deposto por GOLPE DE ESTADO (devido a insatisfação da Igreja, militares e a diminuição das exportações) → Governos Militares (ainda não ao as Ditaduras Militares) perseguem sem sucesso o peronismo e empregam um governo entreguista → 1973 Perón (já idoso) e eleito democraticamente presidente → Perón morre em 1974, sua esposa (e vice) Isabelita assume a presidência → deposto por GOLPE MILITAR em 1974.
·         Ditadura Militar · Repressão, censura, entreguismo e violência como todas as Ditaduras na América Latina. · Disputas militares (para desviar a atenção da população dos problemas sociais que a Ditadura não conseguia resolver): Chile (pelo Canal de Beagle) e Inglaterra (Guerra das Malvinas, 1982. Sua derrota ajudou a por fim na Ditadura). · Fim da Ditadura – 1983: ficaram os problemas sociais e econômicos (inflação, moeda fraca, desemprego, concentração de renda.causas do Fim: derrota na Guerra das Malvinas e Campanha das “Diretas Já”.
·         Redemocratização · Assume Raul Alfonsín da UCR que tenta sem sucesso acabar com a crise econômica. · Carlos Menen – 1989 (o retorno do peronismo): promoveu a dolarização da economia e enfrentou o aprofundamento da crise econômica (devido a desvalorização do Real frente ao Dólar).
Chile e a Ditadura

·         ·Passados os conflitos da Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945), o Chile viveu um período de expressivo desenvolvimento econômico baseado na exportação de minérios e o desenvolvimento do parque industrial. → diversas empresas estrangeiras aproveitaram do bom momento do país para lucrar com a exploração de suas riquezas. ( Estados Unidos).
·         Até 1970 com Eduardo Frei o país era dominado por forças conservadoras do Partido democrático Cristão → vitoria da UP (Unidade Popular; que uniu os partidos de esquerda em torno do projeto socialista: “sociedade socialista construída de acordo com o modelo democrático pluralista e libertário) com Salvador Allende.
·         Medidas de Allende: nacionalização de empresas de mineração e telecomunicações (especialmente dos EUA) → reação dos EUA: financiamento da instabilidade política do govrno e depois do Golpe Militar (some a tudo isso como causa o traumas dos EUA com a Revolução Cubana). → 1973 bombardeio ao Palácio de La Moneda (do Governo) pelas tropas de Pinochet
·         Governo de Pinochet ficou marcado como um dos mais violentos regimes ditatoriais latino-americanos. Dados indicam que cerda de 60 mil pessoas foram mortas ou desapareceram, e 200 mil abandonaram o país durante o período em que Pinochet esteve no poder → Apenas no final da década de 1980, as pressões políticas internacionais e internas passaram a desestabilizar a ditadura chilena → Em 1988, um plebiscito previsto na Constituição negou a renovação do mandato de Pinochet que continuou com chefe das forças armadas (mas ele foi protegido no Chile pela imunidade parlamentar de Senador Vitalício).

domingo, 29 de abril de 2012

Guantânamo

Na entrada do Campo Delta, há uma placa com os dizeres: “Pela nossa honra somos obrigados a defender a liberdade.” Nada que merecesse maior atenção, não fosse o fato de o local abrigar uma das mais infames prisões já engendradas pela mente humana, o Campo de Detenção da Baía de Guantânamo. A ironia contida na placa remete inevitavelmente a outro dístico, colocado no portão do campo de concentração nazista de Auschwitz, onde judeus eram exterminados em massa: “O trabalho liberta”. 

O objetivo formal desse presídio é o de ensejar um espaço em que os prisioneiros não estejam amparados nem pelas leis de seus países de origem nem pela legislação dos EUA. Para que não sejam enquadrados na Convenção de Genebra, também lhes é negada a condição de prisioneiros de guerra. Ficam, pois, num limbo jurídico em que nada os protege, em franca violação a resoluções da ONU. 

O governo norte-americano se recusa também a ouvir os numerosos apelos de organizações que atuam na defesa dos direitos humanos. 

As centenas de homens que lá estão ou que por lá passaram não são submetidos à acusação formal e não são apresentadas provas de seus crimes; não têm direito a advogado e sequer a julgamento. Muitos vieram de centros de tortura em Bagran e Kandahar, no Afeganistão, e Abu Ghraib, no Iraque. Outros, das dezenas de prisões clandestinas mantidas pelos EUA em diversos países, que formam uma comunidade internacional da barbárie. Invariavelmente, são pintados como monstros terroristas, merecedores de toda a sorte de maus tratos, conforme depoimentos dos soldados Brandon Neely e Terry Holdbrooks, ex-guardas do presídio. 

Cidadão britânico de origem paquistanesa, Moazzam Begg é um modelo vivo das atrocidades a que estão sujeitos os enclausurados de Guantânamo. Detido em Islamabad, Paquistão, em fevereiro de 2002, sob a acusação de pertencer à Al Qaeda, Begg passou inicialmente pela prisão de Bagram, onde militares dos EUA rasparam-lhe os cabelos, encapuzaram-no, amarraram-lhe os pés e as mãos nas costas, aplicaram-lhe socos e chutes, colocaram-no nu, submeteram-no a violências sexuais e simularam torturar sua esposa e filhos em salas contíguas à que ele se encontrava. Presenciou a morte de dois prisioneiros sob tortura. 

Levado a Guantânamo, esteve diariamente submetido a maus tratos, em uma cela medindo 2,40 m x 1,80 m, sem janelas e sem luz natural. Foi libertado em janeiro de 2005, sem que lhe fosse feita qualquer acusação. Ficaram-lhe, indeléveis, as marcas da bestialidade. Casos assim contam-se às centenas. 

Desmoralização 

Ao assumir a presidência dos EUA, em janeiro de 2009, Barak Obama declarou que no prazo de um ano acabaria com a prisão. Para sua maior desmoralização, chegou a assinar o decreto de fechamento do cárcere. Não só deixou de cumprir seu compromisso, como em 31 de dezembro de 2011 assinou outra lei, o chamado “Ato de Autorização da Defesa”, que permite a detenção por tempo ilimitado de pessoas sob suspeita de terrorismo, inclusive cidadãos dos EUA. Isso na terra da liberdade! 

Há duas interpretações para o recuo de Obama, que não são necessariamente excludentes: o poder do presidente dos EUA não é tão absoluto quanto se imagina, pois são os cartéis do petróleo, a indústria militar e as forças armadas que atuam nos bastidores determinando o que pode e o que não pode ser feito pelo império; o anúncio de Obama pretendia, de fato, desmobilizar os movimentos em defesa dos direitos humanos, que denunciavam ativamente a ilegalidade e a violência em Guantânamo. 

O espantoso é que as autoridades estadunidenses escolheram para cenário dessa opressão um território já representativo de outro desrespeito às normas internacionais. Guantânamo foi o butim cobrado pelos EUA, em 1903, para retirar suas tropas de Cuba após a expulsão dos espanhóis. Saiu a decadente potência colonial europeia, entrou o reluzente novo império nas suas primeiras passadas globais. Em acinte à legitimidade, o acordo de cessão da base foi assinado por um governante imposto pelos ianques, em um país sob sua ocupação. 

Mantendo este enclave contra a vontade do povo cubano, o governo estadunidense faz letra morta da Resolução de nº 1514, da ONU, que estabelece ser incompatível com a Carta das Nações Unidas toda tentativa visando destruir total ou parcialmente a unidade nacional e a integridade territorial de um país. 

Sobra, enfim, o fato de que a Base Naval dos EUA em Guantânamo sintetiza com clareza notável o desprendimento com que esse império se dedica a exercitar a prepotência desmedida contra seres humanos e contra nações soberanas. 

Sued Lima: Coronel Aviador Ref. Pesquisador do Obseratório das Nacionalidades


domingo, 16 de outubro de 2011

Falta de mão de obra ameaça crescimento; em 2010, 24% das vagas no CE ficaram ociosas

Ceará preencheu 76% das vagas ofertadas no Sine. É o terceiro maior índice do País, atrás do MA (91%) e AL (81%)
Com o desemprego em queda e a falta de qualificação no mercado de trabalho, preencher vagas não tem sido fácil para as empresas. De acordo com dados do Sine/IDT Ceará (Sistema Nacional de Emprego/Instituto de Desenvolvimento do Trabalho), na média do ano passado, das oportunidades postas à disposição, 24% acabaram não sendo aproveitadas e 76% foram encaminhadas com sucesso, tendência que permanece.

O percentual não utilizado, mesmo elevado, é o terceiro melhor do País, abaixo apenas dos números do Maranhão (9%) e Alagoas (19%). Segundo o Sine/IDT, foram 120.422 postos ofertados, dos quais 91.593 foram ocupados, totalizando 28.829 vagas que ficaram ociosas.

De acordo com o coordenador de Intermediação de Profissionais do Sine/IDT, Antenor Tenório, em comparação com a média nacional, que é de 34% de aproveitamento, o Ceará se coloca em posição de destaque no grau de eficiência dos encaminhamentos.

Alternativas
Ele lembra que essas quase 29 mil vagas não ficaram necessariamente inativas. "Quando as empresas tentam com a gente e não conseguem preencher, eles costumam partir para outras alternativas, como publicações em jornais, indicações de pessoas que já trabalham no local e até mesmo contratação de empresas de consultoria para selecionar esses trabalhadores", enumera. Em último caso, quando todas as opções se esgotam, os contratantes acabam tendo de formar o profissional, por meio de algum programa de qualificação, completa Tenório.

Qualificação é baixa
Segundo ele, quando as vagas exigem um currículo com grande nível de complexidade e conhecimentos muito específicos, costuma haver demora para achar candidatos à altura. "A qualificação é muito baixa. Lidamos bastante com falta de experiência", lamenta Tenório.

Banco de dados
Algumas empresas, diz ele, usam o Sine apenas para fazer banco de dados, prática que acaba ludibriando os interessados. "Elas anunciam vagas, mas, às vezes, acaba acontecendo que o preenchimento não é para aquele momento, e sim para o futuro. Nós tentamos evitar isso, mas acaba ocorrendo", diz.

Oficinas
No intuito de otimizar o processo, diz Tenório, o IDT tem realizado oficinas para preparar o trabalhador que pleiteia o posto na seleção, com dicas para orientar os interessados no momento da entrevista. Outro serviço é o Núcleo de Psicologia, oferecido às empresas para processos seletivos. "Esse núcleo é um diferencial. Muitas vezes a empresa não é daqui e, quando chega para contratar, não tem estrutura. Ajudamos nessa questão, fornecendo psicólogos", diz. "Outro ponto é a imprensa. Sempre divulgamos vagas em rádio, televisão e jornais", completa. 

VICTOR XIMENESREPÓRTER

sábado, 3 de setembro de 2011

Guerra do Vietnã


Introdução
·                    Ocorreu entre os anos de 1959 e 1975 e é considerado o mais violento conflito da segunda metade do século XX.
Antecedentes:
·                    Laos, Vietnã e Camboja faziam parte de uma região conhecida como Indochina. Estavam sobre o domínio francês e queriam a independência.
·                    durante a Segunda Guerra, o Japão invadiu e dominou esta região. Com o objetivo de combater os orientais, os vietnamitas, liderados por Ho Chi Minh  (líder revolucionário), se reuniram e formaram a Liga Revolucionária para a Independência do Vietnã (ligada ao partido comunista).
·                    Os primeiros conflitos ocorreram em 1941, ainda durante a Segunda Grande Guerra.
Quando esta terminou, começou o processo de descolonização, que originou uma luta entre tropas francesas e guerrilheiros do Viet Minh (Liga para a Independência do Vietnã).

Independência e divisão
·                    Derrotados, os franceses tiveram que aceitar a independência.Em 1954, a Conferência de Genebra (convocada para negociar a paz) reconheceu a Independência do Camboja, Laos e Vietnã.
·                    Outra medida tomada estabeleceu que o Vietnã ficaria dividido em:- Vietnã do Norte: socialista governado por Ho Chin Minh e  Vietnã do Sul: capitalista governado por Ngo Dinh-Diem è Essa divisão estaria valendo até as eleições para unificação do país, em 1956.
Inicio dos conflitos
·                    Em 1955, Ngo Diem liderou um golpe militar tornando-se ditador: cancelou as eleições, proclamou a Independência do Sul, brigou com os budistas, perseguiu nacionalistas e comunistas e seu governo foi marcado pela corrupção.
·                    Os americanos o apoiaram, porque estavam convencidos de que os nacionalistas e comunistas de Ho Chi Minh ganhariam as eleições e isso não era bom; pois se os comunistas ganhassem, acabariam influenciando outras nações a segui-los (“Teoria de Dominó”).
·                    Os EUA passaram a colaborar com o Vietnã do Sul enviando armas + dinheiro + conselheiros militares.Tudo isso fez com que surgissem os movimentos de oposição: Frente Nacional de Libertação (apoiados pelo Vietnã do Norte) juntamente com o seu exército Vietcong.
·                    Porém, depois que algumas embarcações americanas foram bombardeadas no Golfo de Tonquim, o presidente Lindon B. Johnson ordenou bombardeios de represália contra o Vietnã do Norte. Esse fato marcou a entrada dos EUA na guerra (1965).
·                    Em 1968, as tropas do norte e os vietcongs fizeram a chamada Ofensiva do Tet, ocupando inclusive a embaixada americana em Saigon. Isso fez com que os americanos sofressem sérias derrotas.
Saída (ou derrota?) dos EUA?
·                    Várias manifestações foram realizadas contra a participação dos EUA na guerra.
Em 1972, durante o governo do presidente Nixon, os EUA bombardearam a região de Laos e Camboja utilizando, inclusive, armas químicas, mas não adiantou, pois os guerrilheiros continuavam lutando.
·                    Eles (guerrilheiros) se saíram melhor, principalmente pelas vantagens geográficas, já que conheciam bem a região.
·                    Os americanos se retiraram do conflito em 1973 è Retorno da Guerra Civil: porém, a guerra só foi encerrada de fato em 30/04/1975, pois ainda havia alguns conflitos contra o norte.
·                    Em 1976, o Vietnã se reunificou e passou a se chamar República Socialista do Vietnã.
·                    Durante todo o desenrolar da guerra, os meios de comunicação do mundo inteiro divulgaram a violência e intensidade do conflito, além de falarem sobre o mau desempenho dos americanos, que investiram bilhões. Foi nesta guerra que os helicópteros foram usados pela primeira vez.

sábado, 26 de março de 2011

Entenda como a geração de energia elétrica afeta o meio ambiente


Tipo de usinaVantagensDesvantagens
Hidroelétrica
Ícone hidroelétrica (Foto: Arte/G1)

- Emissão de gases causadores do efeito estufa muito baixa

- Baixo custo
- Impacto social e ambiental do represamento do rio
- Dependência (limitada) das condições climáticas
Termoelétrica a carvão
Ícone carvão (Foto: Arte/G1)

- Baixo custo de construção e combustível

- Alta produtividade

- Independência das condições climáticas
- Emissão de gases de efeito estufa muito alta (é a que mais emite)
- Poluição local do ar com elementos que causam chuva ácida e afetam a respiração
Termoelétrica a gás natural
Ícone gás natural (Foto: Arte/G1)

- Baixo custo de construção
- Independência das condições climáticas
- Baixa poluição local (comparada à termoelétrica a carvão)
- Emissão de gases de efeito estufa alta (menor que a do carvão, porém significativa)
- Custo de combustível muito oscilante (atrelado ao petróleo)
Termoelétrica a biomassa
Ícone biomassa (Foto: Arte/G1)
- Baixo custo de construção e combustível
- Emissão de gases de efeito estufa praticamente se anula (o ciclo do carbono fica perto de ser fechado)
- Independência das condições climáticas
- Disputa do espaço do solo com a produção de alimentos
- Caso haja desmatamentos para o cultivo, cria um novo problema ambiental
Nuclear
Ícone nuclear (Foto: Arte/G1)

- Emissão de gases de efeito estufa praticamente inexistente
- Alta produtividade
- Independência das condições climáticas
- Alto custo (exige investimentos em segurança)
- Produção de rejeitos radioativos
- Risco de acidentes (a probabilidade é baixa, mas os efeitos são gravíssimos)
Eólica
Ícone eólica (Foto: Arte/G1)

- Emissão de gases de efeito estufa praticamente inexistente
- Impacto ambiental mínimo
- Baixa produtividade
- Dependência das condições climáticas
- Poluição visual
Fotovoltaica
Ícone fotovoltaica (Foto: Arte/G1)

- Baixo impacto ambiental

- Alto custo
- Baixa produtividade
Hidroelétrica
Mais de 80% da energia gerada no Brasil vem de usinas hidroelétricas. Essa energia é gerada pela correnteza dos rios, que faz girar turbinas instaladas em quedas d’água. De modo geral, a tecnologia é considerada limpa, uma vez que praticamente não emite gases de efeito estufa, que fortalecem o aquecimento global.

O grande problema ambiental – e também social – causado pelas hidroelétricas é a necessidade de represar os rios. Vastas regiões são alagadas, o que provoca não só a retirada das populações humanas do local, como alterações no ecossistema.
Por conta disso, projetos de usinas para o Norte do Brasil – como a polêmica obra de Belo Monte – preveem reservatórios menores. Contudo, isso torna a geração mais dependente do volume de água e, portanto, exige que haja outras fontes de energia para garantir o abastecimento constante.
Usina hidroelétrica de Itaipu, na fronteira entre Brasil e Paraguai (Foto: AP)Usina hidroelétrica de Itaipu, na fronteira entre Brasil e Paraguai (Foto: AP)
Eólica
A grande dependência do clima também é um problema das usinas eólicas – nas quais o vento move hélices que acionam turbinas. Esta alternativa não pode ser usada sozinha, é preciso que haja um sistema para complementá-la, mas faz sucesso por ser ecologicamente correta. “É energia de mais baixa emissão de gás de efeito estufa”, afirma Ricardo Baitelo, coordenador da campanha de Clima e Energia da organização ambientalista Greenpeace.

Uma alternativa é fazer com que eólicas e hidroelétricas se completem. “No Nordeste, os ventos sopram mais forte justamente na época mais seca”, exemplifica Mauricio Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), empresa pública vinculada ao Ministério de Minas e Energia.
Esse é o tipo de usina que mais cresce no mundo. “É a bola da vez mesmo”, diz Roberto Schaeffer, professor de planejamento energético da pós-graduação em engenharia da UFRJ. Por isso mesmo, o custo vem caindo.
Contudo, não é muito potente, e é preciso instalar várias usinas lado a lado para se obter bons resultados. Na Europa, já há comunidades que reclamam da poluição visual, que prejudica o turismo, relatam Schaeffer e Tolmasquim.
Parque eólico de Osório (Foto: Bernardo Fiusa/Divulgação)Parque eólico de Osório, no Rio Grande do Sul (Foto: Bernardo Fiusa/Divulgação)
Termoelétrica
As usinas termoelétricas são o tipo mais comum do mundo. Nela, é queimado um combustível – carvão e gás natural são os mais usados – para ferver água. O vapor gira uma turbina e assim gera energia. “São imprescindíveis”, acredita José Manuel Diaz Francisco, coordenador de comunicação e segurança da Eletronuclear, subsidiária da Eletrobrás. “São usinas mais baratas, com tecnologia consolidada e possuem a vantagem de garantir um suprimento de energia que não depende das condições”, completa.

O processo de queima da água, no entanto, traz um efeito indesejado. “Tem os piores impactos ambientais em termos de emissão de gases de efeito estufa e poluição do ar”, afirma Baitelo, do Greenpeace.
Tem os piores impactos ambientais em termos de emissão de gases de efeito estufa e poluição do ar"
Ricardo Baitelo, do Greenpeace
As termoelétricas a carvão respondem por mais de 40% da produção mundial de energia; as movidas a gás ocupam o segundo lugar na lista, com cerca de 21%. Entre os dois, o carvão é mais barato, porém polui mais. Além de emitir mais gás carbônico – responsável pelo aquecimento global –, causa poluição local, emitindo substâncias como enxofre e óxido nitroso, que afetam a respiração. Hoje em dia, há filtros capazes de reduzir esses efeitos, mas eles encarecem a construção das usinas.
No Brasil, uma alternativa mais ecológica é o uso da biomassa. Quando se usa material orgânico – o mais comum no país é o bagaço da cana –, a combustão não emite gases de efeito estufa. Isso acontece porque o gás carbônico liberado é utilizado pelas plantas na fotossíntese, fechando o ciclo do carbono. Os custos são semelhantes aos das termoelétricas a carvão.
Para Roberto Schaeffer, da UFRJ, “é melhor até que a hidrelétrica do ponto de vista ambiental”. Já Ricardo Baitelo não se entusiasma. “Do ar diretamente relacionado a queimadas, afeta bastante populações próximas a canaviais e aumenta incidência de doenças respiratórias”, indica o especialista do Greenpeace.
Usina nuclear na França (Foto: François Mori/AP)Usina nuclear na França (Foto: François Mori/AP)
Nuclear
O termo mais correto para denominar uma usina nuclear é “termonuclear”. Seu funcionamento é idêntico ao das demais usinas termoelétricas, a diferença está no combustível. A fissão nuclear do urânio – ou do plutônio – gera o calor e produz, por outro lado, material radioativo que tem de ser monitorado por milhares de anos, o que é apontado como o principal problema por todos os especialistas ouvidos.

“Acredito que seja o pior tipo de energia. Por mais que setor nuclear diga que todo empreendimento energético está vinculado a acidentes, a diferença é a perversidade do acidente nuclear. A radiação se estoca no organismo e pode ser transmitida por gerações”, reclama Baitelo, do Greenpeace.
Embora acidentes sejam raros, o risco não pode ser considerado pequeno. “Risco é a probabilidade de ocorrer um acidente multiplicada pela magnitude do dano. A probabilidade de acidente é baixíssima, mas os efeitos são muito graves”, explica Schaeffer, da UFRJ. “É como ter medo de andar de avião: há menos acidentes que carro, mas, quando há, são mais graves”, completa.
Apesar do risco de acidentes, a energia nuclear é benéfica ao meio ambiente em um aspecto. “O combustível em um reator nuclear não é queimado, portanto não há emissão de gases poluentes”, destaca José Manuel Diaz Francisco, da Eletronuclear.
É uma beleza, mas é caríssimo"
Roberto Schaeffer, professor de planejamento energético da UFRJ, sobre os painéis fotovoltaicos
Fotovoltaica
Os painéis fotovoltaicos são feitos de materiais semicondutores à base de silício. Quando recebem radiação solar, liberam elétrons e geram energia.

“É uma beleza, mas é caríssimo”, resume Schaeffer, da UFRJ. Para ele, o uso só se justifica em situações pontuais, em locais de acesso muito difícil. Caso contrário, só é viável se houver subsídios. Baitelo, do Greenpeace, diz que faltam tais incentivos no país. “É a mais cara no Brasil porque não temos legislação”, reclama.
Tolmasquim, da EPE, aponta também que a capacidade de geração de cada painel é muito pequena, de forma que uma usina teria de ocupar uma área muito maior que uma termoelétrica para produzir a mesma energia.
Para José Manuel Diaz Francisco, o investimento vale a pena. “É uma tecnologia que precisa ser incorporada ao cotidiano de prédios e residências para atender a demandas pequenas. Não nos podemos deixar de integrar este tipo de tecnologia, pois é necessário diversificar a matriz energética”, argumenta.


FONTE: Lucas Frasão, Mário Barra e Tadeu Meniconi
Do G1, em São Paulo