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domingo, 29 de abril de 2012

Guantânamo

Na entrada do Campo Delta, há uma placa com os dizeres: “Pela nossa honra somos obrigados a defender a liberdade.” Nada que merecesse maior atenção, não fosse o fato de o local abrigar uma das mais infames prisões já engendradas pela mente humana, o Campo de Detenção da Baía de Guantânamo. A ironia contida na placa remete inevitavelmente a outro dístico, colocado no portão do campo de concentração nazista de Auschwitz, onde judeus eram exterminados em massa: “O trabalho liberta”. 

O objetivo formal desse presídio é o de ensejar um espaço em que os prisioneiros não estejam amparados nem pelas leis de seus países de origem nem pela legislação dos EUA. Para que não sejam enquadrados na Convenção de Genebra, também lhes é negada a condição de prisioneiros de guerra. Ficam, pois, num limbo jurídico em que nada os protege, em franca violação a resoluções da ONU. 

O governo norte-americano se recusa também a ouvir os numerosos apelos de organizações que atuam na defesa dos direitos humanos. 

As centenas de homens que lá estão ou que por lá passaram não são submetidos à acusação formal e não são apresentadas provas de seus crimes; não têm direito a advogado e sequer a julgamento. Muitos vieram de centros de tortura em Bagran e Kandahar, no Afeganistão, e Abu Ghraib, no Iraque. Outros, das dezenas de prisões clandestinas mantidas pelos EUA em diversos países, que formam uma comunidade internacional da barbárie. Invariavelmente, são pintados como monstros terroristas, merecedores de toda a sorte de maus tratos, conforme depoimentos dos soldados Brandon Neely e Terry Holdbrooks, ex-guardas do presídio. 

Cidadão britânico de origem paquistanesa, Moazzam Begg é um modelo vivo das atrocidades a que estão sujeitos os enclausurados de Guantânamo. Detido em Islamabad, Paquistão, em fevereiro de 2002, sob a acusação de pertencer à Al Qaeda, Begg passou inicialmente pela prisão de Bagram, onde militares dos EUA rasparam-lhe os cabelos, encapuzaram-no, amarraram-lhe os pés e as mãos nas costas, aplicaram-lhe socos e chutes, colocaram-no nu, submeteram-no a violências sexuais e simularam torturar sua esposa e filhos em salas contíguas à que ele se encontrava. Presenciou a morte de dois prisioneiros sob tortura. 

Levado a Guantânamo, esteve diariamente submetido a maus tratos, em uma cela medindo 2,40 m x 1,80 m, sem janelas e sem luz natural. Foi libertado em janeiro de 2005, sem que lhe fosse feita qualquer acusação. Ficaram-lhe, indeléveis, as marcas da bestialidade. Casos assim contam-se às centenas. 

Desmoralização 

Ao assumir a presidência dos EUA, em janeiro de 2009, Barak Obama declarou que no prazo de um ano acabaria com a prisão. Para sua maior desmoralização, chegou a assinar o decreto de fechamento do cárcere. Não só deixou de cumprir seu compromisso, como em 31 de dezembro de 2011 assinou outra lei, o chamado “Ato de Autorização da Defesa”, que permite a detenção por tempo ilimitado de pessoas sob suspeita de terrorismo, inclusive cidadãos dos EUA. Isso na terra da liberdade! 

Há duas interpretações para o recuo de Obama, que não são necessariamente excludentes: o poder do presidente dos EUA não é tão absoluto quanto se imagina, pois são os cartéis do petróleo, a indústria militar e as forças armadas que atuam nos bastidores determinando o que pode e o que não pode ser feito pelo império; o anúncio de Obama pretendia, de fato, desmobilizar os movimentos em defesa dos direitos humanos, que denunciavam ativamente a ilegalidade e a violência em Guantânamo. 

O espantoso é que as autoridades estadunidenses escolheram para cenário dessa opressão um território já representativo de outro desrespeito às normas internacionais. Guantânamo foi o butim cobrado pelos EUA, em 1903, para retirar suas tropas de Cuba após a expulsão dos espanhóis. Saiu a decadente potência colonial europeia, entrou o reluzente novo império nas suas primeiras passadas globais. Em acinte à legitimidade, o acordo de cessão da base foi assinado por um governante imposto pelos ianques, em um país sob sua ocupação. 

Mantendo este enclave contra a vontade do povo cubano, o governo estadunidense faz letra morta da Resolução de nº 1514, da ONU, que estabelece ser incompatível com a Carta das Nações Unidas toda tentativa visando destruir total ou parcialmente a unidade nacional e a integridade territorial de um país. 

Sobra, enfim, o fato de que a Base Naval dos EUA em Guantânamo sintetiza com clareza notável o desprendimento com que esse império se dedica a exercitar a prepotência desmedida contra seres humanos e contra nações soberanas. 

Sued Lima: Coronel Aviador Ref. Pesquisador do Obseratório das Nacionalidades


sábado, 28 de abril de 2012


Como um Tsunami salvou uma cidade grega há 2500 anos
Quando ondas tomaram tamanhos quase titânicos e salvaram uma cidade grega das garras de um exército persa há aproximadamente 2.500 anos, o renomado historiador grego Heródoto registrou o evento como um ato de misericórdia do deus dos mares, Poseidon.
Mas novas evidências científicas sugerem que o ocorrido foi, na verdade, um tsunami, de acordo com o geólogo Klaus Reicherter, da Universidade de Aachen, na Alemanha, que estudou o evento. “Segundo a descrição de Heródoto, houve uma maré baixa bastante duradoura, o que possibilitou aos persas irem em direção à atual península de Kassandra, no norte da Grécia, para saquear uma cidade chamada Nea Potidea”, conta o geólogo.
Mas antes de conseguirem alcançá-la, a aparente boa sorte se revelou um pesadelo: ondas gigantes atingiram a cidade e impediram o despojo persa. Enquanto o historiador grego vê o ocorrido como uma consequência da mão vingativa de Poseidon, Reicherter explica que o relato descreve claramente as fases de um tsunami.
Além disso, as pistas do tsunami não se encontram apenas nos textos antigos, mas também no chão da cidade, onde pesquisadores encontraram conchas e areia, que datam exatamente dos anos do ocorrido descrito e que se encontram bem longe da praia.
Reicherter afirma que as condições geológicas da península grega são ideais para a produção de tsunamis. “Terremotos e deslizamentos, aliados à forma colossal da base do assoalho marinho, são capazes de produzir tsunamis de 2 a 5 metros”, informa o pesquisador de Aachen. Segundo ele, tais pesquisas, embora inspiradas no passado, podem ajudar a descobrir quais áreas são vulneráveis aos tsunamis.
Fonte: Hyperscience

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Morre o terrorista mais procurado do mundo


Osama bin Laden, responsável pelo maior ataque terrorista em solo norte-americano, foi morto no último domingo (1º. de maio) por forças especiais da Marinha dos Estados Unidos. Ele estava escondido em uma cidade próxima à Islamabad, capital do Paquistão. O saudita, de 54 anos, era o homem mais procurado no mundo.

A morte de Bin Laden foi anunciada pelo presidente norte-americano Barack Obama a poucos meses do aniversário de dez anos dos atentados de 11 de setembro de 2001.

De acordo com a Casa Branca, o líder da Al-Qaeda resistiu à prisão e foi baleado na cabeça e no peito. O corpo foi lançado ao mar após um ritual religioso feito conforme a tradição islâmica. O motivo do sepultamento no oceano seria o fato de que dificilmente algum país aceitaria receber os restos mortais do terrorista para um funeral.

O anúncio da morte do terrorista foi comemorado em Nova York e em Washington, cidades alvos dos ataques do 11 de setembro. O governo dos Estados Unidos decretou alerta máximo em bases militares e para viagens turísticas, em vista de eventuais retaliações de radicais islâmicos.

As consequências da morte de Bin Laden, porém, ainda são incertas. Os seguidores do extremista em todo mundo poderão se unir em torno de sua figura de mártir, ou então, o fim da caçada ao terrorista poderá abreviar o término da guerra no Afeganistão, iniciada para promover sua captura e de outros líderes da Al Qaeda.

O que é certo, dizem os analistas, é que o episódio não foi o capítulo final da luta contra o terrorismo globalizado.

Nos últimos anos, Bin Laden exercia uma influência mais simbólica do que efetiva no comando da Al Qaeda. Os esforços por sua captura o obrigavam a viver em esconderijos e com poucos contatos. Na prática, o egípcio Ayman al-Zawahiri, sucessor de Bin Laden, responderia pelo controle da rede terrorista. Al-Zawahiri ocupa o segundo lugar na lista dos mais procurados do governo norte-americano.
 

Paquistão

Bin Laden estava escondido em uma mansão na cidade de Abbottabad, localizada a cerca de 50 km da capital paquistanesa. A cidade abriga a principal academia militar do país. Ele estaria refugiado no país há pelo menos cinco anos.

Outras quatro pessoas ? entre elas um dos filhos de Bin Laden ? foram mortas na operação, que contou com 20 militares do Seals (forças especiais da Marinha norte-americana). Os militares invadiram a fortaleza em dois helicópteros, numa ação que durou cerca de 40 minutos.

Autoridades paquistanesas só ficaram sabendo da operação militar após seu término, numa clara violação da soberania do país asiático. O atrito diplomático entre as duas nações foi alimentado por desconfianças, por parte dos americanos, de que o terrorista tenha tido apoio de pessoas ligadas ao governo do Paquistão.
 

BIN LADEN

O plano de Bin Laden era recriar o Império Otomano, a única potência muçulmana a desafiar o Ocidente entre os séculos 15 e 17. O que ele conseguiu foi redefinir o terrorismo no século 21, que se tornou globalizado, e entrar para o imaginário dos americanos como a encarnação do mal, do mesmo modo que Hitler no século passado.

Bin Laden nasceu em Riad, na Arábia Saudita, em 10 de março de 1957. Era um dos 52 filhos de Muhamad Bin Laden, um camponês que se tornou magnata da construção civil e que usou sua fortuna para financiar uma "guerra santa" contra as duas superpotências militares do século 20, os Estados Unidos e a antiga União Soviética.

Após a invasão do Afeganistão por tropas soviéticas em 1979, pai e filho receberam apoio da CIA, o serviço secreto americano, para combater os comunistas. A Al Qaeda foi fundada por Bin Laden em 1988, um ano antes da retirada dos soviéticos do território afegão.

Em 1989, o terrorista retornou ao país de origem. Com o início da Guerra do Golfo (Kuwait), em 1991, ele criticou a monarquia saudita por abrigar soldados americanos no país durante a guerra contra Saddam Hussein. Ele então fugiu para o país vizinho, o Sudão, onde passou a financiar campos de treinamento de terroristas. A pressão de Washington o levou a ser expulso do país africano e buscar abrigo no Afeganistão.

Em 7 de agosto de 1998 Bin Laden foi responsabilizado pelo ataque contra embaixadas norte-americanas na Tanzânia e no Quênia, que deixaram 224 mortos e milhares de feridos. Por conta disso, no ano seguinte ele foi incluído na lista do FBI das dez pessoas mais procuradas do mundo.

Em 11 de setembro de 2001, terroristas sequestraram quatro aviões americanos de passageiros. Dois deles foram jogados contra as torres gêmeas do World Trade Center em Nova York, e outro sobre o Pentágono, em Washington. A quarta aeronave, a United Flight 93, caiu no interior da Pensilvânia depois que os passageiros reagiram e lutaram contra os agressores. Cerca de 3.000 pessoas morreram nos ataques.

A Al Qaeda foi responsabilizada pelos atentados e Bin Laden se tornou o terrorista mais procurado em todo o mundo. Outras dezenas de crimes foram reivindicadas pela rede terrorista, entre eles os atentados aos trens de Madri, em 2004, e ao metrô londrino, em 2005. Desde então, Bin Laden só aparecia em vídeos gravados, em que fazia ameaça de novos ataques.

No entanto, as revoluções árabes em curso em países como LíbiaEgitoIêmenSíria mostraram que o mundo islâmico vislumbra um futuro mais democrático, onde o extremismo religioso perde força e a herança de Bin Laden se torna cada vez mais desbotada.


José Renato Salatiel*

Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação

Supremo reconhece direitos de casais do mesmo sexo

Numa decisão histórica no país, os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) reconheceram no dia 5 de maio a união estável de casais homossexuais, que passam agora a ter os mesmos direitos civis que heterossexuais.


Na prática, casais do mesmo sexo poderão adotar filhos, incluir parceiros como dependentes no plano de saúde, fazer declaração conjunta do Imposto de Renda, adotar o sobrenome do cônjuge e receber pensão e herança, entre outros direitos previstos na legislação brasileira. A única restrição continua sendo o casamento civil.

Com essa resolução do Supremo, o Brasil segue uma tendência em voga em outros países democráticos, inclusive na América Latina, de equiparar os direitos civis de heterossexuais aos de homossexuais.

A mudança atinge pelo menos 60 mil pessoas do mesmo sexo que vivem juntas no país, de acordo com dados do Censo 2010. O número representa 0,2% do total de cônjuges em toda a nação.

A Igreja Católica reagiu contra a decisão, pois defende a família como uma relação constituída por pessoas de sexos opostos. Entidades ligadas aos direitos homossexuais comemoraram o resultado como um avanço social e de cidadania.

A discussão dos ministros se deu em torno da interpretação do artigo 1.723 do Código Civil. O artigo diz que: "É reconhecida como entidade familiar a união estável entre o homem e a mulher, configurada na convivência pública, contínua e duradoura e estabelecida com o objetivo de constituição de família."

Segundo os magistrados, o Código deve ser interpretado conforme o artigo 3º. , inciso IV, da Constituição Federal. A Carta afirma que é objetivo da República "promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação".

O que os ministros do STF fizeram foi estender os direitos previstos na legislação para casais gays em uniões estáveis. Eles devem, a partir de agora, ser reconhecidos como "entidade familiar". A decisão do Supremo foi unânime.

"Por que o homossexual não pode constituir uma família" Por força de duas questões que são abominadas pela Constituição: a intolerância e o preconceito?, disse o ministro Carlos Ayres Britto, relator do caso.

O STF foi provocado por duas ações distintas, uma proposta pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e outra pelo governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB).
 

Casamento

Antes do pronunciamento do Supremo, homossexuais tinham que entrar com ações na Justiça para terem seus direitos civis reconhecidos como casais. Ficavam, dessa forma, sujeitos ao entendimento do juiz da comarca.

Hoje, se um casal gay recorrer à Justiça, provavelmente irá ganhar a causa. Isso porque a decisão do Supremo foi vinculante, o que significa que os juízes de instâncias inferiores deverão seguir o que os ministros deliberaram sobre o assunto.

No entanto, para que a concessão dos benefícios seja automática, será preciso que o Congresso vote leis específicas. É o caso da adoção de crianças, por exemplo, que pode ser mais difícil de conseguir, pois não houve uma definição sobre este tema no julgamento do STF.

O casamento civil será outro desafio: nenhum cartório é obrigado a casar pessoas do mesmo sexo. E, mesmo que o casal entre com um processo civil, a determinação da Corte pode não se aplicar neste caso. O motivo é que os magistrados reconheceram a união estável (convivência entre duas pessoas sem registro jurídico), não o casamento civil.

Na Câmara dos Deputados em Brasília tramitam oito projetos de lei relacionados à união homossexual, entre eles a regularização do casamento civil. Em geral, esses projetos ficam anos parados, porque o tema é polêmico e os políticos temem contrariar seu eleitorado. Um exemplo é o Projeto de Lei Complementar (PLC) 122, de criminalização da homofobia, que tramita há anos no Legislativo.

O julgamento do Supremo, porém, deve abrir caminho para a votação desses projetos de lei, ao mesmo tempo em que dificultará a aprovação de outros, restritivos aos direitos dos homossexuais. Mesmo que uma lei que vete a adoção de filhos por gays seja aprovada no Congresso, por exemplo, seria hoje considerada inconstitucional.
 

Argentina

Em julho do ano passado, a presidente argentina Cristina Kirchner promulgou uma lei que permite o casamento de homossexuais. A Argentina foi o primeiro país na América Latina (o segundo no continente depois do Canadá) e o décimo no mundo a legalizar a união entre pessoas do mesmo sexo.

Outros nove países possuem leis específicas sobre casamento homossexual válidas para todo território nacional: Holanda, Espanha, Bélgica, África do Sul, Canadá, Noruega, Suécia, Portugal e Islândia.

Na América do Sul, países como o Uruguai e Colômbia somente autorizam as uniões civis de casais gays, sem reconhecer direitos e deveres jurídicos. Nos Estados Unidos, seis estados permitem o casamento homossexual: Massachusetts, Connecticut, Iowa,Vermont, New Hampshire e Washington. A Cidade do México também aprovou uma lei semelhante em 2010.


José Renato Salatiel*

Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação

sexta-feira, 1 de abril de 2011

BIG BROTHER BRASIL

BIG BROTHER BRASIL

Autor: Antonio Barreto,
Cordelista natural de Santa Bárbara-BA,residente em Salvador.


Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.

Há muito tempo não vejo
Um programa tão ‘fuleiro’
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.

Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, ‘zé-ninguém’
Um escravo da ilusão.

Em frente à televisão
Lá está toda a família
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme ‘armadilha’.


Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.

O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.

Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.

Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.

Respeite, Pedro Bial
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Dá muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.

Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério – não banal.

Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.

A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os “heróis” protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.

Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.

Talvez haja objetivo
“professor”, Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.

Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.

É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos “belos” na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.

Se a intenção da Globo
É de nos “emburrecer”
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.

A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.

E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não dêem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.

E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.

E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.

A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.

Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.

Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?

Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal…
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal…

FIM

Salvador, 16 de janeiro de 2010.

sábado, 26 de março de 2011

Entenda como a geração de energia elétrica afeta o meio ambiente


Tipo de usinaVantagensDesvantagens
Hidroelétrica
Ícone hidroelétrica (Foto: Arte/G1)

- Emissão de gases causadores do efeito estufa muito baixa

- Baixo custo
- Impacto social e ambiental do represamento do rio
- Dependência (limitada) das condições climáticas
Termoelétrica a carvão
Ícone carvão (Foto: Arte/G1)

- Baixo custo de construção e combustível

- Alta produtividade

- Independência das condições climáticas
- Emissão de gases de efeito estufa muito alta (é a que mais emite)
- Poluição local do ar com elementos que causam chuva ácida e afetam a respiração
Termoelétrica a gás natural
Ícone gás natural (Foto: Arte/G1)

- Baixo custo de construção
- Independência das condições climáticas
- Baixa poluição local (comparada à termoelétrica a carvão)
- Emissão de gases de efeito estufa alta (menor que a do carvão, porém significativa)
- Custo de combustível muito oscilante (atrelado ao petróleo)
Termoelétrica a biomassa
Ícone biomassa (Foto: Arte/G1)
- Baixo custo de construção e combustível
- Emissão de gases de efeito estufa praticamente se anula (o ciclo do carbono fica perto de ser fechado)
- Independência das condições climáticas
- Disputa do espaço do solo com a produção de alimentos
- Caso haja desmatamentos para o cultivo, cria um novo problema ambiental
Nuclear
Ícone nuclear (Foto: Arte/G1)

- Emissão de gases de efeito estufa praticamente inexistente
- Alta produtividade
- Independência das condições climáticas
- Alto custo (exige investimentos em segurança)
- Produção de rejeitos radioativos
- Risco de acidentes (a probabilidade é baixa, mas os efeitos são gravíssimos)
Eólica
Ícone eólica (Foto: Arte/G1)

- Emissão de gases de efeito estufa praticamente inexistente
- Impacto ambiental mínimo
- Baixa produtividade
- Dependência das condições climáticas
- Poluição visual
Fotovoltaica
Ícone fotovoltaica (Foto: Arte/G1)

- Baixo impacto ambiental

- Alto custo
- Baixa produtividade
Hidroelétrica
Mais de 80% da energia gerada no Brasil vem de usinas hidroelétricas. Essa energia é gerada pela correnteza dos rios, que faz girar turbinas instaladas em quedas d’água. De modo geral, a tecnologia é considerada limpa, uma vez que praticamente não emite gases de efeito estufa, que fortalecem o aquecimento global.

O grande problema ambiental – e também social – causado pelas hidroelétricas é a necessidade de represar os rios. Vastas regiões são alagadas, o que provoca não só a retirada das populações humanas do local, como alterações no ecossistema.
Por conta disso, projetos de usinas para o Norte do Brasil – como a polêmica obra de Belo Monte – preveem reservatórios menores. Contudo, isso torna a geração mais dependente do volume de água e, portanto, exige que haja outras fontes de energia para garantir o abastecimento constante.
Usina hidroelétrica de Itaipu, na fronteira entre Brasil e Paraguai (Foto: AP)Usina hidroelétrica de Itaipu, na fronteira entre Brasil e Paraguai (Foto: AP)
Eólica
A grande dependência do clima também é um problema das usinas eólicas – nas quais o vento move hélices que acionam turbinas. Esta alternativa não pode ser usada sozinha, é preciso que haja um sistema para complementá-la, mas faz sucesso por ser ecologicamente correta. “É energia de mais baixa emissão de gás de efeito estufa”, afirma Ricardo Baitelo, coordenador da campanha de Clima e Energia da organização ambientalista Greenpeace.

Uma alternativa é fazer com que eólicas e hidroelétricas se completem. “No Nordeste, os ventos sopram mais forte justamente na época mais seca”, exemplifica Mauricio Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), empresa pública vinculada ao Ministério de Minas e Energia.
Esse é o tipo de usina que mais cresce no mundo. “É a bola da vez mesmo”, diz Roberto Schaeffer, professor de planejamento energético da pós-graduação em engenharia da UFRJ. Por isso mesmo, o custo vem caindo.
Contudo, não é muito potente, e é preciso instalar várias usinas lado a lado para se obter bons resultados. Na Europa, já há comunidades que reclamam da poluição visual, que prejudica o turismo, relatam Schaeffer e Tolmasquim.
Parque eólico de Osório (Foto: Bernardo Fiusa/Divulgação)Parque eólico de Osório, no Rio Grande do Sul (Foto: Bernardo Fiusa/Divulgação)
Termoelétrica
As usinas termoelétricas são o tipo mais comum do mundo. Nela, é queimado um combustível – carvão e gás natural são os mais usados – para ferver água. O vapor gira uma turbina e assim gera energia. “São imprescindíveis”, acredita José Manuel Diaz Francisco, coordenador de comunicação e segurança da Eletronuclear, subsidiária da Eletrobrás. “São usinas mais baratas, com tecnologia consolidada e possuem a vantagem de garantir um suprimento de energia que não depende das condições”, completa.

O processo de queima da água, no entanto, traz um efeito indesejado. “Tem os piores impactos ambientais em termos de emissão de gases de efeito estufa e poluição do ar”, afirma Baitelo, do Greenpeace.
Tem os piores impactos ambientais em termos de emissão de gases de efeito estufa e poluição do ar"
Ricardo Baitelo, do Greenpeace
As termoelétricas a carvão respondem por mais de 40% da produção mundial de energia; as movidas a gás ocupam o segundo lugar na lista, com cerca de 21%. Entre os dois, o carvão é mais barato, porém polui mais. Além de emitir mais gás carbônico – responsável pelo aquecimento global –, causa poluição local, emitindo substâncias como enxofre e óxido nitroso, que afetam a respiração. Hoje em dia, há filtros capazes de reduzir esses efeitos, mas eles encarecem a construção das usinas.
No Brasil, uma alternativa mais ecológica é o uso da biomassa. Quando se usa material orgânico – o mais comum no país é o bagaço da cana –, a combustão não emite gases de efeito estufa. Isso acontece porque o gás carbônico liberado é utilizado pelas plantas na fotossíntese, fechando o ciclo do carbono. Os custos são semelhantes aos das termoelétricas a carvão.
Para Roberto Schaeffer, da UFRJ, “é melhor até que a hidrelétrica do ponto de vista ambiental”. Já Ricardo Baitelo não se entusiasma. “Do ar diretamente relacionado a queimadas, afeta bastante populações próximas a canaviais e aumenta incidência de doenças respiratórias”, indica o especialista do Greenpeace.
Usina nuclear na França (Foto: François Mori/AP)Usina nuclear na França (Foto: François Mori/AP)
Nuclear
O termo mais correto para denominar uma usina nuclear é “termonuclear”. Seu funcionamento é idêntico ao das demais usinas termoelétricas, a diferença está no combustível. A fissão nuclear do urânio – ou do plutônio – gera o calor e produz, por outro lado, material radioativo que tem de ser monitorado por milhares de anos, o que é apontado como o principal problema por todos os especialistas ouvidos.

“Acredito que seja o pior tipo de energia. Por mais que setor nuclear diga que todo empreendimento energético está vinculado a acidentes, a diferença é a perversidade do acidente nuclear. A radiação se estoca no organismo e pode ser transmitida por gerações”, reclama Baitelo, do Greenpeace.
Embora acidentes sejam raros, o risco não pode ser considerado pequeno. “Risco é a probabilidade de ocorrer um acidente multiplicada pela magnitude do dano. A probabilidade de acidente é baixíssima, mas os efeitos são muito graves”, explica Schaeffer, da UFRJ. “É como ter medo de andar de avião: há menos acidentes que carro, mas, quando há, são mais graves”, completa.
Apesar do risco de acidentes, a energia nuclear é benéfica ao meio ambiente em um aspecto. “O combustível em um reator nuclear não é queimado, portanto não há emissão de gases poluentes”, destaca José Manuel Diaz Francisco, da Eletronuclear.
É uma beleza, mas é caríssimo"
Roberto Schaeffer, professor de planejamento energético da UFRJ, sobre os painéis fotovoltaicos
Fotovoltaica
Os painéis fotovoltaicos são feitos de materiais semicondutores à base de silício. Quando recebem radiação solar, liberam elétrons e geram energia.

“É uma beleza, mas é caríssimo”, resume Schaeffer, da UFRJ. Para ele, o uso só se justifica em situações pontuais, em locais de acesso muito difícil. Caso contrário, só é viável se houver subsídios. Baitelo, do Greenpeace, diz que faltam tais incentivos no país. “É a mais cara no Brasil porque não temos legislação”, reclama.
Tolmasquim, da EPE, aponta também que a capacidade de geração de cada painel é muito pequena, de forma que uma usina teria de ocupar uma área muito maior que uma termoelétrica para produzir a mesma energia.
Para José Manuel Diaz Francisco, o investimento vale a pena. “É uma tecnologia que precisa ser incorporada ao cotidiano de prédios e residências para atender a demandas pequenas. Não nos podemos deixar de integrar este tipo de tecnologia, pois é necessário diversificar a matriz energética”, argumenta.


FONTE: Lucas Frasão, Mário Barra e Tadeu Meniconi
Do G1, em São Paulo