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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

PRÉ-HISTORIA

sábado, 24 de abril de 2010

Fóssil fornece novas pistas sobre a origem da espécie

Quando publicou Sobre a origem das espécies por meio da seleção natural ou a preservação de raças favorecidas na luta pela vida, em 1859, Darwin evitou falar na evolução do homem. O livro tratava das mudanças sofridas por diferentes organismos para se adaptarem ao meio ambiente e sobre o surgimento de novas espécies. As ideias de Darwin já eram escandalosas o suficiente para os padrões vitorianos da época. Por isso, ele quis evitar um confronto ainda maior com os dogmas religiosos, o que aconteceria se aplicasse sua teoria à espécie humana.
A ousadia coube a seu maior discípulo, Thomas Henry Huxley (1825-1895), que concluiu, de acordo com a teoria da evolução, que o homem descendia de primatas. Anos depois, Darwin publicou A descendência do homem (1871), em que afirmava que nossos parentes mais próximos eram os gorilas e os chipanzés, e que as provas seriam descobertas na África, continente habitado por diferentes espécies de primatas.
Isso não significa que os macacos evoluem e se transformam em homens, mas que homens e macacos são descendentes de espécies em comum que deram origem a diferentes linhagens. De uma dessas linhagens surgiram os macacos, tal como existem hoje. De outra, apareceu o homem.

Árvore genealógica

No século 20, descobertas científicas comprovaram a teoria de Darwin. Foram encontrados fósseis de diferentes espécies primatas e, com base na análise de cadeias de DNA, foi possível traçar uma árvore genealógica da espécie humana.
Sabemos hoje que o ancestral mais antigo do homem vivia na África, há sete milhões de anos. Sabemos também que a evolução humana não foi linear, mas comportou vários chamados "galhos secos", ou seja, espécies que foram extintas no caminho. E que, além disso, diferentes espécies de homem chegaram até a coexistir na mesmo época (ver filme indicado abaixo).
Desde que o primeiro fóssil de um ancestral do homem foi encontrado na Alemanha, em 1856, três anos antes da publicação de A origem das espécies, os cientistas traçam a linha evolutiva de dois gêneros distintos de hominídeos: o Australopithecus ("macaco do sul"), que representa a transição entre o macaco e o homem, e o Homo, ou gênero humano.
Porém, há diversas lacunas nessa história. Não se sabe, por exemplo, como a espécie Homo sapiens (que pertence ao gênero Homo), da qual faz parte o homem moderno, conseguiu sobreviver em relação às demais, ou como desenvolveu o pensamento abstrato e a linguagem.
A própria origem do gênero Homo é controversa. Especialistas acreditam que ele teria se desenvolvido de uma espécie do Australopithecus, como, por exemplo, a Australopithecus afarensis, à qual pertence o fóssil "Lucy", descoberto em 1974, e a Australopithecus africanus. Mas qual seria o "elo" entre as espécies dos dois gêneros?

Antepassados

Uma importante peça desse quebra-cabeça foi encontrada. Cientistas anunciaram, na revista Science, de 8 de abril de 2010, a descoberta de dois fósseis de 2 milhões de anos, na África do Sul, que seriam de uma nova espécie de hominídeo, a Australopithecus sediba. Para os cientistas, essa espécie seria o elo entre uma espécie do gênero Australopithecus - a Australopithecus africanus - e espécies do gênero Homo, a Homo habilis ou a Homo erectus, que são consideradas linhagens diretas do homem atual. Seria, portanto, o "elo perdido" entre o homem e o macaco.
Os fósseis são de um jovem macho, de aproximadamente 13 anos de idade, e de uma fêmea adulta, com cerca de 30 anos. Eles foram encontrados em uma caverna localizada perto de Johanesburgo, maior cidade da África do Sul, pelo filho de 9 anos de idade do antropólogo americano Lee Berger, durante uma prospecção de fósseis. O local onde ocorreram os achados, chamado sítio de Malapa, é estudado desde 1935.
O que sustenta a hipótese dos cientistas é que os esqueletos possuem tanto características de macaco quanto de homem. A espécie tem braços longos e cérebro pequeno, como os de um macaco, e pernas compridas, pélvis robusta e dentes pequenos, como os de um humano.
A hipótese, porém, precisa ser comprovada. Para isso, os cientistas irão verificar se os fósseis apresentam traços de DNA, além de estudar o ambiente em que viviam. Outros especialistas discordam e acham que a descoberta pode ser de uma espécie de Homo extinta - e, deste modo, não seria ancestral do homem moderno, mas apenas uma prima distante.
Mesmo que os fósseis de Malapa não resolvam o mistério da origem do Homo, sua correta classificação irá acrescentar um retrato a mais no álbum de família dos primatas, o que nos permitirá conhecer mais sobre nossas origens.


AUTOR: José Renato Salatiel

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Há cérebro em esqueleto pré-humano, indica análise

Há um remanescente de cérebro primitivo e encolhido dentro da caveira do hominídeo divulgado na semana passada, indicam exames preliminares.
A nova espécie encontrada, chamada Australopithecus sediba, é a mais nova candidata a ser o ancestral imediato do ser humano.
O exame feito no bem preservada crânio do macho adolescente --há também um fóssil de fêmea adulta, ambos de 1,9 milhão de anos-- mostra também o que seriam ovos de insetos fossilizados, informa o site LiveScience.

Para analisar o fóssil sem quebrá-lo, pesquisadores usaram raios-X gerados no Síncroton Europeu de Radiação, em Grenoble, França.
Sua resolução de imagem e alcance energético são bem maiores que das máquinas de raios-X convencionais. Pode obter detalhes de até 700 nanômetros, igual ao comprimento de onda da luz vermelha. Um nanômetro equivale a um milionésimo do milímetro.
Inesperado
Partes moles do corpo normalmente não fossilizam, mas o exame indica a existência de tecido cerebral degenerado por bactérias em uma área de baixa densidade da caveira.
"Uma maneira de explicar a cavidade é que, quando este indivíduo morreu, foi mumificado, e esta mumificação fez com que o cérebro encolhesse perdendo água, e levando a uma forma estranha", disse Paul Tafforeau, paleoantropologista do síncroton europeu.
Se for confirmada a existência do cérebro encolhido, estima-se que deve ser um vigésimo do tamanho original da espécie, por volta de 450 centímetros cúbicos. Já era pequeno quando comparado ao cérebro humano, de cerca de 1.600 centímetros cúbicos.

Hominídeos caminhavam sobre 2 pés há pelo menos 3,6 milhões de anos



da Efe, em Washington
Os primeiros hominídeos deixaram as árvores e começaram a caminhar eretos e sobre os dois pés há pelo menos 3,6 milhões de anos, confirmou um estudo divulgado hoje pela revista "PLoS ONE".
Segundo cientistas de três universidades americanas, acreditava-se até então que os primeiros hominídeos não eram bípedes e passavam a maior parte de sua vida nas árvores.
No final da década de 1960, um grupo de cientistas descobriu em Laetoli, Tanzânia, pegadas de hominídeos preservadas em cinzas vulcânicas de 3,6 milhões de anos atrás.
Essas pegadas teriam sido deixadas por membros do grupo hominídeo "Australopithecus afarensis". Essa espécie inclui o fóssil "Lucy", cujo esqueleto fossilizado é o mais completo de um Australopithecus encontrado até agora.
Segundo o estudo dirigido por David Raichlen, professor da Escola de Antropologia da Universidade do Arizona, várias características dos Australopithecus encontradas nos quadris, pernas e costas indicavam que os membros desse grupo eram bípedes quando andavam sobre terra.
No entanto, a curvatura de seus dedos nos pés e nas mãos, assim como a de suas escápulas, também constitui uma sólida evidência de que "Lucy" e os outros membros de seu grupo passavam parte de seu tempo nas árvores, assinalou o estudo.
Essas características diferem das dos antepassados diretos do Homo sapiens que, segundo os estudos, abandonaram a vida nas árvores há cerca de 2 milhões de anos para se tornarem bípedes.
Para determinar o começo do bipedalismo entre os Australopithecus afarensis, os cientistas fizeram uma experiência em que um grupo de seres humanos andava sobre a areia.
Alguns faziam de maneira bípede como os seres humanos modernos e outros inclinados como chimpanzés.
Os modelos tridimensionais de suas pegadas foram analisados pelos cientistas liderados por Adam Gordon, do Laboratório de Morfologia Evolutiva de Primatas da Universidade de Albany (Nova York).
Raichlen indicou que, ao analisar as pegadas dos Australopithecus, os cientistas esperavam encontrar pegadas de um ser hominídeo que caminhava como um chimpanzé, e não ereto e bípede.
"Para nossa surpresa, as pegadas de Laetoli se ajustam completamente às de seres humanos normais", acrescentou o cientista. Segundo ele, as pegadas de Laetoli mostram marcas dos dedos e do calcanhar similares às dos seres humanos.
"Este estudo sugere que, em um momento em que nossos ancestrais tinham uma anatomia adaptada para viver nas árvores por grande parte do tempo, também tinham desenvolvido uma forma eficiente de bipedalismo", manifestou Gordon.
Na pesquisa também participaram cientistas do Colégio Lehman da Universidade de Nova York.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

DA ORIGEM DO SER HUMANO À FORMAÇÃO DOS PRIMEIROS ESTADOS -- PRÉ-HISTÓRIA



  • A origem do homem Teoria criacionista e evolucionista.

Divisões da Pré-história 

  •  Paleolítico ou Era da Pedra Lascada ( 2 Milhões de anos): O ser humano era nômade e vivi da caça, pesca e coleta de alimentos da natureza. ATENÇÃO: O controle do fogo (500 mil anos)
  •   Transição ou mesolítica (10 mil anos): uso do arco e flecha, lanças e utensílios de osso, dentes e argila. 
  •  Revolução neolítica (10 mil anos): descoberta da agricultura (no crescente fértil), possibilitando o crescimento populacional (famílias, clãs, aldeias e cidades) e o surgimento das primeiras cidades (divisão entre campo e cidades).
  •  Idade dos metais (5 mil anos): metais explorados: cobre, bronze e ferro.

Surgimento do Estado 
  •  Quando a organização familiar não foi mais suficiente para gerir a sociedade. Conseqüência do surgimento do estado: surgimento e defesa da propriedade privada. No inicio do estado o poder político estava ligado à religião.
  • Etapas da evolução humana Homídios, Homo Habilis, Homo erectus, Homo neanderthalensis, Homo sapiens e Homo sapiens sapiens.