domingo, 30 de agosto de 2009

A COLONIZAÇÃO DA AMÉRICA ESPANHOLA


  • A conquista da America Hispânica:
    · Fatores da conquista: superioridade tecnológica e bélica dos espanhóis, propagação de doenças entre os ameríndios, os espanhóis se aproveitaram das disputas locais, os ameríndios consideravam os espanhóis deuses.

    · O índio foi submetido ao: etnocídio (perda de sua cultura) e genocídio (extermínio do seu povo).

    · Os dominadores: Hernán Cortez domina os astecas e Francisco Pizarro domina as Incas.


  • No início da ocupação
    · A coroa não queria gastar muito e incentivou os adelantados.

    · Os adelantados (ou adiantados, os que vão antes): tinham obrigações jurídicas e militares (explorar e defender a regia, fundar nucleou de ocupação, cristianizar os índios, pagar o quinto da riqueza explorada à coroa).


  • As Estruturas político-administrativas
    · Na metrópole (Espanha): Casa de Contratação (sediada em Sevilha, cuidava dos negócios e monopólios coloniais. Ex: cobrança do quinto, a administração colonial e nomeação de funcionários; funcionava também como Supremo Tribunal de Justiça) e Conselho das índias (centralizava a legislação e a administração da América espanhola).

    · Na America: Vice-Reinados (cuidava da administração das regiões produtoras de metais preciosos); Capitanias Gerais (implantada em áreas estratégicas, mas não pacificadas. Sua principal função era a defesa militar dessas regiões). Audiências (poder judiciário, mas podia ter funções administrativas) e Cabildos (funcionava como o poder local).


  • Sociedade na América espanhola
    · Chapetones (ocupavam os principais cargos da administração, eram nascidos na Espanha), Criollos (filhos de espanhóis nascidos na America, eram a elite colonial e ocupava os cabildos), mestiços (filhos de espanhóis com nativos); os índios e os negros escravos (mais usados nas colônias do Caribe).


  • Atividades econômicas e exploração da mão-de-obra
    · Formas de exploração da mão-de-obra – repartimento (também conhecida como Mita pelos incas e cuatéquil pelos astecas): utilizado principalmente nas minas e beneficiamento dos minérios; tinha caráter obrigatório, temporário e remunerado. E a encomienda (recomendar): tribos inteiras eram “recomendadas” aos colonos espanhóis para trabalharem na agricultura e extração de minérios; o encomendero se comprometia a cuidar da cristianização do índio, ele não podia se apossar das terras indígenas e repassava seu direito a duas gerações de herdeiros). Escravidão negra: principalmente nas colônias produtora de cana-de-açúcar no Caribe.

    · Atividades econômicas: mineração e as haciendas (correspondente ao plantation: latifúndio, monocultura, trabalho escravo e produção para o mercado externo) principalmente no México e Antilhas (Caribe)

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

DITADURA MILITAR – “ANOS DE CHUMBO” (1964–1985) NO BRASIL (parte I)


  • Antecedentes
    · Governo João Goulart (1961-64): Implantou Reformas de Base; Fortalecimento dos Movimentos sociais: UNE e Ligas Camponesas; Oposição das elites conservadoras, Igreja e classe média

    · Golpe Militar (31/3/64): apoio da classe média, igreja, EUA, elite e governos paulista, mineiros e da Gaunabara: tinham medo do comunismo. Operação Brother Sam (uma aparatosa ajuda militar dos norte-americanos para consolidação do Golpe de 1964). Assume a presidência o marechal Castelo Branco.


  • Características gerais: autoritarismo, executivo forte, emissão de AI’s (Atos Institucionais), censura e repressão.


  • GOVERNO CASTELLO BRANCO (1964-1967)
    · Características políticas: O início da “liberdade sem democracia”: fez-se questão de se acentuar o caráter “provisório e democrático” da Revolução de 64. Castelo Branco fazia parte da “linha moderada”. Criação dos AI’s 1 ao 4.

    · Características econômicas: Plano de Ação Econômica do Governo (PAEG – tentativa de estabilizar a economia e retomar o crescimento), combate ao déficit público, aumento dos impostos, normalização da oferta de credito, arrocho salarial, retomada dos investimentos estrangeiros

    AI-1: Eleições indiretas para presidente da República, com fortalecimento dos seus poderes (caçar mandatos) e suspensão da estabilidade do funcionalismo público.
    AI-2: extinção dos partidos políticos, substituindo-os pelo Bipartidarismo (ARENA E MDB), poder de decretar recesso no Congresso .
    AI-3: eleições indiretas para governador e prefeitos de municípios estratégicos.
    AI-4: reabertura do congresso para a aprovação da Constituição de 1967 (incorporou os AI’s anteriores, mas logo foi superada por outros AI’s)

    · Saldo do seu governo: positivo economicamente (controle da inflação) e socialmente negativo (diminuição do poder de compra do trabalhador)


  • GOVERNO COSTA E SILVA (1967-1969)
    · Início da Linha dura no poder.

    · Enfrentou: Frente Ampla (Movimento político de oposição ao regime militar, composto por políticos cassados, entre os quais Carlos Lacerda, João Goulart e Juscelino Kubitschek. Propostas defendidas pelo movimento: 1. Retomada do poder pelos civis. 2. Reformas econômicas e sociais. 3. Anistia geral. 4. Restabelecimento das eleições diretas em todos os níveis. 5. Reforma agrária ampla.) Passeata dos Cem Mil, greves em Osasco e Contagem.

    · Cultura antes de 1968: Centros Populares de Arte e Cultura (CPCs da UNE), Teatro engajado (grupos Arena e oficina), Cinema Novo (discutia os problemas sociais e culturais brasileiros), musicas (canções de protesto e tropicália – movimento antropofágico de resgate de movimento modernista de 1922). “Mas o que 1964 permitira, talvez como necessária e, no fundo, inofensiva válvula de escape, 1968 acabara por sufocar."


    · Resposta do governo è Ato Institucional n.° 5 – Decretado no dia 13 de dezembro de 1968. Estabelecia: 1. Suspensão dos direitos políticos (cassação de parlamentares). 2. Recesso em qualquer das Casas Legislativas. 3. Confisco dos bens advindos de enriquecimento ilícito. 4. Estado de sítio com prorrogação, fixando-se o respectivo prazo. 5. Intervenção federal nos Estados e Municípios. 6. Suspensão da garantia de habeas-corpus nos casos de crimes políticos contra a segurança nacional. 7. Recesso parlamentar, ficando a cargo do Executivo a competência para legislar em todas as matérias.


  • GOVERNO DA JUNTA MILITAR (31/8/1969-30/10/1969)
    · Doente, Costa e Silva foi substituído por uma junta militar formada pelos ministros Aurélio de Lira Tavares (Exército), Augusto Rademaker (Marinha) e Márcio de Sousa e Melo (Aeronáutica).

    · Dois grupos de esquerda, O MR-8 e a ALN seqüestram o embaixador dos EUA Charles Elbrick. Os guerrilheiros exigem a libertação de 15 presos políticos, exigência conseguida com sucesso.

    · Em 18 de setembro, o governo decreta a Lei de Segurança Nacional. Esta lei decretava o exílio e a pena de morte em casos de "guerra psicológica adversa, ou revolucionária, ou subversiva".

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Islamismo - Perguntas e respostas

O que é islamismo, Islã e muçulmano? O islamismo é a religião fundada pelo profeta Maomé no início do século VII, na região da Arábia. O Islã é o conjunto dos povos de civilização islâmica, que professam o islamismo; em resumo, é o mundo dos seguidores dessa religião. O muçulmano é o seguidor da fé islâmica, também chamado por alguns de islamita. O termo maometano às vezes é usado para se referir ao muçulmano, mas muitos rejeitam essa expressão - afinal, a religião seria de devoção a Deus, e não ao profeta Maomé. De onde vem o termo Islã? Em árabe, Islã significa "rendição" ou "submissão" e se refere à obrigação do muçulmano de seguir a vontade de Deus. O termo está ligado a outra palavra árabe, salam, que significa "paz" - o que reforça o caráter pacífico e tolerante da fé islâmica. O termo surgiu por obra do fundador do islamismo, o profeta Maomé, que dedicou a vida à tentativa de promover a paz em sua Arábia natal. Todos os muçulmanos são árabes? Esta é uma das mais famosas distorções a respeito do Islã. Na verdade, o Oriente Médio reúne somente cerca de 18% da população muçulmana no mundo - sendo que turcos, afegãos e iranianos (persas) não são sequer árabes. Outros 30% de muçulmanos estão no subcontinente indiano (Índia e Paquistão), 20% no norte da África, 17% no sudeste da Ásia e 10% na Rússia e na China. Há minorias muçulmanas em quase todas as partes do mundo, inclusive nos EUA (cerca de 6 milhões) e no Brasil (entre 1,5 milhão e 2 milhões). A maior comunidade islâmica do mundo vive na Indonésia. As raízes do islamismo são conflitantes com as origens do cristianismo e judaísmo? Não. Assim como as duas outras grandes religiões monoteístas, as raízes do islamismo vêm do profeta Abraão. O profeta Maomé, fundador do islamismo, seria descendente do primeiro filho de Abraão, Ismael. Moisés e Jesus seriam descendentes do filho mais novo de Abraão, Isaac. Abraão, o patriarca do judaísmo, estabeleceu as bases do que hoje é a cidade de Meca e construiu a Caaba - todos os muçulmanos se voltam a ela quando realizam suas orações. Os muçulmanos acreditam num Deus diferente? Não, pois Alá é simplesmente a palavra árabe para "Deus". A aceitação de um Deus único é idêntica à de judeus e cristãos. Deus tem o mesmo nome no judaísmo, no cristianismo e no islamismo, e Alá é o mesmo Deus adorado pelos judeus, cristãos e muçulmanos. Como alguém se torna muçulmano? Não é preciso ter nascido muçulmano ou ser casado com um praticante da religião. Também não é necessário estudar ou se preparar especialmente para a conversão. Uma pessoa se torna muçulmana quando proferir, em árabe e diante de uma testemunha, que "não há divindade além de Deus, e Mohammad é o Mensageiro de Deus". O processo de conversão extremamente simples é apontado como um dos motivos para a rápida expansão do islamismo pelo mundo. A jornada para a prática completa da fé, contudo, é muito mais complexa. Nessa tarefa, outros muçulmanos devem ajudar no ensinamento.
Os muçulmanos praticam uma religião violenta ou extremista? Uma minoria entre os cerca de 1,3 bilhão de praticantes da religião é adepta de interpretações radicais dos ensinamentos de Maomé. Entre eles, a violência contra outros povos e religiões é considerada uma forma de garantir a sobrevivência do Islã em seu estado puro. Para a maioria dos seguidores do islamismo, contudo, a religião muçulmana é de paz e tolerância. O Islã oprime a mulher? A base da religião muçulmana não determina qualquer tipo de discriminação grave contra a mulher. No entanto, as interpretações radicais das escrituras deram origem a casos brutais. A opressão contra a mulher é comum nos países que seguem com rigor a Sharia, a lei islâmica, e têm tradições contrárias à libertação da mulher. Assim, o problema da opressão à mulher muçulmana não é causado pela crença islâmica em si - ele surgiu em culturas que incorporaram tradições prejudiciais às mulheres. Um ótimo exemplo disso é o fato de que o uso de véus e a adoção de outros costumes que causam estranheza no Ocidente muitas vezes são mantidos por mulheres mesmo quando não há nenhuma obrigação. Ou seja: os hábitos estão integrados às culturas, não necessariamente à religião. Os muçulmanos são mais atrasados do que os povos ocidentais? Durante séculos, as civilizações do Islã foram muito superiores às ocidentais. A combinação de idéias orientais e ocidentais provocou grandes avanços na Medicina, Matemática, Física, Arquitetura e Artes, entre outras áreas. Muitos elementos importantes para o avanço do homem, como os instrumentos de navegação marítima e os sistemas algébricos, surgiram no Islã. Nos últimos séculos, contudo, os povos do ocidente conquistaram a supremacia das novas descobertas. A religião islâmica não pode ser apontada como origem do abismo crescente entre algumas potências do Ocidente e alguns países subdesenvolvidos do Islã. O fundamentalismo muçulmano, contudo, é visto por muitos especialistas como enorme barreira ao avanço destes povos orientais. O Islã é um obstáculo para a democracia? Os especialistas se dividem em relação a esse assunto. Para muitos, a religião e cultura islâmica formou sociedades em que os princípios democráticos não ganham espaço nem atraem as pessoas. Quem acredita nessa linha de pensamento consideram que é inútil tentar impor regimes democráticos no Islã - a própria população não estaria disposta a abraçar a mudança. Mas outros analistas dizem que o islamismo não impede o florescimento da democracia, e que os países muçulmanos têm ditaduras e monarquias por causa de outros fatores. Seja qual for a explicação, o fato é que as democracias são raras no Islã: só a Indonésia, a Turquia e Bangladesh têm esse tipo de regime.

PERÍODO REGENCIAL (1831-40) – HISTÓRIA DO BRASIL

  • Introdução · O período compreendido entre 1831 e 1840 foi um dos mais agitados da nossa História. Iniciado pela abdicação de D. Pedro I em favor de seu filho de apenas 5 anos de idade, determinou a escolha de uma regência para governar o País, em função de D. Pedro de Alcântara ser menor.
  • Regência Trina Provisória (03 a 06/1831) · Foi feita às pressas devido o recesso de Assembléia Nacional · Foi buscado um equilíbrio na escolha dos regentes: liberal + conservador + militar · MEDIDAS: readmitir o Ministério dos Brasileiros (cujo demissã provocou a renúncia de D. Pedro I), anistiar as pessoas presas por razões políticas o ideológicas, suspender o uso do poder Moderador pelos regentes ( já que era exclusivo do imperador), convocar a Assembléia Geral de Deputados e Senadores para realizar a escolha definitiva de uma Regência Trina Permanente, determinar o impedimento dos regentes de dissolverem a Câmara dos Deputados.
  • Regência Trina Permanente 91831/35) · Mesmo não sendo um dos Regentes, o destaque coube ao Padre Diogo Feijó, mostrando a supremacia dos liberais moderados (os exaltados ficaram de fora). · MEDIDAS: criação da Guarda Nacional (composta principalmente por latifundiário, visava manter “ordem’ e reprimir as ameaças ao poder da aristocracia. OBS: NÃO ESTAVA SUBORDINADO AO MINISTERIO DA GUERRA, MAS AO DA JUSTIÇA), aprovaçao do Código de Processo Criminal (que deu aos municípios autonomia judiciária, através do juiz de paz), Ato Adicional de 1834 (criação das Assembléias Legislativas Provinciais, em substituição aos antigos Conselhos Gerais das Províncias. O Conselho de Estado foi extinto, visto que ele era um órgão de assessoria do Imperador. Não se poderia fazer uso do Poder Moderador, que era exclusivo do Imperador. A Regência Trina foi transformada em Regência Una eleita por voto direto e com um mandato temporário a cumprir. Foi criado o Município Neutro na cidade do Rio de Janeiro. A manutenção da vitaliciedade do Senado) · Obs.: fora, medidas descentralizadoras (criação das Assembléias Legislativas Provinciais) e centralizadora (criação da Regência Uma).Criou-se a “Experiência Republicana”, devido ao fato de os regentes unos serem eleitos para um mandado temporário de quatro anos. A maior descentralização serviu para a eclosão de revoltas provinciais. · Partidos Políticos: Liberais moderados ou Chimangos; Liberais Exaltados, farroupilhas ou jurujubas; Restauradores ou caramurus.

  • A Regência Uma de Feijó (1835-37) Partidos Políticos: Regressistas e Progressistas. Nova organização devido ao racha nos moderadores e à morte de D. Pedro I. · Renúncia ao cargo de regente em 1837: As críticas do partido Conservador, a oposição da Igreja, a falta de verbas e de apoio político, a incapacidade de reprimir as revoltas da Cabanagem, no Paro e da Farroupilha, no Sul
  • A Regência Conservadora de Araujo Lima (1837-40) · Vitoria da ala regressista: Lei Interpretativa do Ato Adicional de 1834 (que colocou fim a autonomia das províncias) · Surgem novas revoltas: Sabinada e Balaiada.
  • GOLPE DA MAIORIDADE (1840) Foi uma trama política idealizada pelas elites dominantes da ala dos progressistas, visando antecipar a maioridade de D. Pedro de Alcântara, futuro D. Pedro II. Esses grupos dominantes (as elites agrárias) acreditavam que o poder centralizado (com o poder MODERADOR) nas mãos do imperador seria fundamental para trazer a tranqüilidade ao Império.




domingo, 23 de agosto de 2009

ÁFRICA DOS GRANDES REINOS E IMPÉRIOS


  • Características gerais
    · Predominância da tradição oral, mas alguns povos sabiam ler e escrever.
    · No tocante a família, a fertilidade era atributo essencial para homens e mulheres.
    · Casas: construídas de pedra ou de barro com óleo de dendê.
    · Religião: diversidade de religiões, a maioria fazia culto ao animais e elementos da natureza (orixás), a partir do século VII com a expansão do islamismo houve uma alteração na vida religiosa (os povos convertido aprenderam a ler e escrever).

    · CURIOSIDADE: Reino de Prestes João, Reino católico na África chamado Aksun na atual Etiópia.


  • Olhar estrangeiro sobre a África

    · Na antiguidade: chamados de etíopes.
    · Na Idade Média: era misturado com as imagens dualistas religiosas (Diabo = negro)
    · Na Idade Moderna: embora o conhecimento sobre o continente tenha aumentado, o preconceito continuou. No século XV, Portugal obteve o direito de escravizar: pagãos, islâmicos e negros.


  • Grandes reinos da costa do Atlântico

    · Reinos: o povo banto, Reino de Gana, Reino de Mali, Reino Ioruba, Reino de Benin e Reino do Congo (que se converteu ao cristianismo com Afonso I no século XVI).

    · Geralmente se constituíram como reinos urbanos, comerciante de sal, peles, artefatos de ferro, ouro, marfim, pimenta vermelha e escravos.

    · A escravidão já era praticada pelos africanos, mas aumentou sua intensidade com o contato com os europeus.

SEGUNDA GUERRA MUNDIAL (1939-45)

  • CAUSAS · Continuação da Primeira Guerra Mundial · Disputas imperialistas por mercados consumidores e fornecedores de matérias-primas (Alemanha: “espaço vital alemão). · Revanchismo alemão. · Política de apaziguamento · Ineficiência da Liga das Nações · Ascensão dos regimes totalitários (nazifascismo) · Causa imediata:invasão nazista a Polônia (reintegração de Dantizig, ou “Corredor polonês) . 29/09/1939: URSS e Alemanha partilham a Polônia (Pacto Germano-Soviético de Não-Agressão)
  • POLÍTICA de apaziguamento · Em 1931, os japoneses invadiram a Manchúria, pertencente à China, para conquistar os seus recursos minerais. · Em 1933, a Alemanha retirou-se da Sociedade das Nações. · Em 1935, a Itália invadiu a Etiópia . · Em 1936, a Alemanha remilitarizou a Renânia, cuja desmilitarização havia sido decidida pelo Tratado de Versalhes. · Em 1936, alemães nazistas e italianos fascistas intervieram militarmente na Guerra Civil Espanhola (1936/39) com o intuito de ajudar o general Francisco Franco a instalar na Espanha um Governo Totalitário. · Em 1936, Hitler e Mussolini assinaram o Pacto Ítalo­-Germânico conhecido como Eixo Roma-Berlim. · Em 1936, a Alemanha assina com o Japão o Pocto Anti-Komintern, contra a URSS. · Em 1937, o Japão invadiu a China. · Em 1938, a Alemanha anexou a Áustria, o Anschluss, sob a alegativa que os dois países eram habitados por povos germânicos (Hitler era austríaco). · Em 29 e 30 de setembro de 1938 reuniram-se na cidade de Munique (A Conferencia de Munique), na Alemanha, os governantes da Alemanha, Itália, França e Inglaterra com o objetivo de discutirem a reivindicação alemã sobre a região dos Suddetos, pertencente à Thecoslováquia.
  • ETAPAS DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL: · 1ª ETAPA: AVANÇOS DO EIXO (1939 – 1942): BLITZKRIEG: “Guerra Relâmpago”, Conquistas Alemãs: Dinamarca em 09/04/1940; Holanda em 15/05/1940; Bélgica em 28/05/1940; Noruega em 10/06/1940; França em 14/06/1940 (Ocupação de Paris; Norte: Ocupação direta da Alemanha; Sul: Governo Colaboracionista comandado pelo Mal. Petain na cidade de Vichy); a Batalha da Inglaterra (1840) e em 22/06/1941: Alemanha rompe o pacto de não-agressão e invade a URSS. Ataque a Pearl Harbor 07/12/1941 pelos japoneses (Entrada dos EUA na Guerra) · 2ª ETAPA: PONTOS DE REFLUXO – EQUILÍBRIO DE FORÇAS (1942 – 1943): POTÊNCIAS DO EIXO (Alemanha, Itália e Japão) X POTÊNCIAS ALIADAS (Inglaterra, URSS, EUA e “França”). Destaques: Batlaha de Stalingrado, A BATALHA DE EL ALAMEIN (ÁFRICA), A BATALHA DE MIDWAY (Oceano Pacífico) · 3ª ETAPA: AVANÇO ALIADO (1943 – 1945): 08/09/1943: Rendição Italiana, 06/06/1944 – O DIA D: Aliados (EUA, Inglaterra e Canadá) desembarcam na praia de Omaha, na Normandia (costa norte da França), 25/08/1944: Libertação de Paris pelos aliados. A RENDIÇÃO ALEMÃ (21/04/1945: Soviéticos cercam Berlim, Hitler refugia-se em sua fortaleza militar (Bunker) 30/04/1945: Suicídio de Adolf Hitler e sua esposa Eva Braun; 07/05/1945: O Alto Comando Alemão na pessoa de Wilheim Keitel assina a Rendição Incondicional. A RENDIÇÃO JAPONESA ( 06/08/1945: EUA lançam bomba atômica sobre Hiroshima; 09/08/1945: EUA lançam bomba atômica sobre Nagasaki; 02/09/1945: A bordo do encouraçado Missouri, os japoneses renderam-se incondicionalmente perante o General MacArthur.)
  • DECISÕES DIPLOMÁTICAS: ·CONFERÊNCIA DE TEERÃ (Dezembro de 1943; Roosevelt, Stalin e Churchill discutem a abertura de uma segunda frente de guerra na Europa Ocidental (Dia D); EUA e Inglaterra reconhecem oficialmente a anexação dos países bálticos (Estônia, Letônia e Lituânia) bem como do leste da Polônia pela URSS.); · CONFERÊNCIA DE YALTA (Fevereiro de 1945; Roosevelt, Stalin e Churchill discutiram a criação da ONU e definiram a partilha mundial pós-guerra); · CONFERÊNCIA DE POTSDAM (Agosto de 1945; Stalin e Truman descidiram pela “Desnazificação” da Alemanha, criação do Tribunal de Nuremberg e desmilitarização e divisão da Alemanha em quatro zonas de influencia)
  • CONSEQUÊNCIAS DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL · Criação da Organização das Nações Unidas (ONU), bipolarização do mundo entre EUA (capitalista) e URSS (socialista), Guerra Fria, inicio da “era atômica”, Aplicação do Plano Marshall e Doutrina Truman,criação da OTAN e do Pacto de Vrasovia, criação do Estado de Israel em 1948,
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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

GOVERNOS DOS ESTADOS UNIDOS DE 1952 à BUSH FILHO

  • Dwight Eisenhower (1952 à 1960): política externa em “zig-zag” (ora agia com dureza contra o socialismo, ora fazia acordos), enfrentou a Revolução Cubana e deu início a Guerra do Vietnã , gastou milhões para buscar superar a URSS na corrida espacial. Na política interna enfrentou altas taxas de desemprego.
  • John Kennedy (1960 a 22/11/1963): promoveu o ataque a Baia dos Porcos e o bloqueio aeronaval a Cuba, criou a Aliança para o Progresso (na Conferencia de Punta Del leste em 1961), enfrentou a construção do Muro de Berlim (1961). Foi assassinado. DEMOCRATA
  • Lyndon Johnson (1963 a 1968) que entrou no lugar de Kennedy: intensificou a Guerra do Vietnã, enfrentou o ano de 1968: lutas raciais e protestos contra a Guerra do Vietnã. DEMOCRATA
  • Richard Nixon (1968 à 1974): assinou os acordos com a URSS e a China e o Tratado de Paris (fim da saída dos americanos do Vietnã), renunciou por conta do caso Watergate. Em seu lugar entrou Gerald Ford (1974-76). REPUBLICANO
  • Carter (1977 a 1981): Não manteve a postura americana de policia mundial. Pressionou as ditaduras latinas para o processo de redemocratização. Teve sua popularidade abalada devido ao atentado á embaixada dos EUA no Irã e a revolução Sandinista na Nicarágua. DEMOCRATA
  • Era Reagan (1981-88): adotou um severo discurso anticomunista, repressão aos regimes de esquerda na America Latina, retomou a corrida armamentista e o programa Guerra nas Estrelas, introduziu o modelo neoliberal nos EUA, foi acusado no caso Irãgate (venda de armas ilegalmente). REPUBLICANO
  • George Bush (1989-73): deu continuidade à era Reagan, Guerra do Golfo (1991), aumentou a crise econômica iniciada na gestão Reagan, vivenvciou a Queda do Muro de Berlin e da URSS. REPUBLICANO
  • Bill Clinton (1993/200): Não manteve a postura americana de policia mundial. Reiniciou o crescimento econômico dos EUA. DEMOCRATA
  • Era Bush (2001-2008): retomada da postura militarista Americana, usou os atentados de 11 de Setembro para justificar sua política, recriou o “eixo do mal” (da era Reagan), implantou a “doutrina bush” e invadiu o Iraque (2003) e o Afeganistão (2001). REPUBLICANO

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

OS PAÍSES HISPANO-AMERICANOS NO INÍCIO DO SÉCULO XX

  • Organização socioeconômica após a independência · Relembrando: a independência foi um projeto das elites agroexportadoras interessadas em manter ou conquistar vantagens comerciais – comercializar diretamente com a Inglaterra. · Até a metade do século XIX a Inglaterra teve posição de destaque nas relações comerciais, depois sua supremacia foi ameaçada pelos EUA, França, Estados Alemães e Antigas Metrópoles. · As ex-colônias logo alcançaram um relativo crescimento econômico – devido ao aumento das exportações – que foi seguido pelo aumento das desigualdades sociais – uma vez que se mantiveram as características das relações surgidas no período colonial (escravidão ou exploração indígena) → MODERNIZAÇÃO E EXCLUSÃO · RESULTADO DESSE PROCESSO: cristalizou-se um modelo onde a aristocracia detinha não só o poder econômico, mas também o político e cultural.
  • Obstáculos a implantação da democracia. · Na maioria dos casos, após as independências, os estados latino-americanos foram dominados por regimes autoritários e posteriormente ditaduras. · Dificuldades para a Democracia: desigualdades sociais, medo das elites da participação política popular, caudilhismo (semelhante aos “nossos” coronéis)
  • Os resultados da industrialização · Desenvolvimento da burguesia (no inicio frágil, reivindicava modernizar o Estado), do proletariado e de leis trabalhista. Bem como aumento dos descontentamentos sociais.
  • A Revolução Mexicana de 1910 · Da independência em 1821 até à Revolução em 1910 a história do México foi marcada por instabilidade política e por ditaduras militares aliadas ao capital estrangeiro. · Ditadura de Porfírio Diaz (1876 a 1911): aliado das elites. Opositores: maçons, caudilhos dissidentes e frágeis grupos de esquerda. · Movimento de oposição a Ditadura de Porfírio Diaz – lutavam pela liberdade com a liderança de Francisco Madero→ o movimento virou uma revolução social → Porfírio Diaz renuncia → Francisco Madero assume, mas não soluciona os problemas sociais → o governo de Francisco Madero sofre oposição de grupos revolucionários liderado por Emiliano Zapata e Pancho Vila que lutavam por reforma agrária e democracia → Francisco Madero é assassinado a mando do militar Victoriano Huerta que instaura uma ditadura → as ações de Emiliano Zapata e Pancho Vila continuam mesmo após a renúncia de Huerta → Venustiano Carranza assume com apoio dos EUA → continuam as ações de Emiliano Zapata e Pancho Vila até o dia em que esses líderes são assassinados →o movimento revolucionário se enfraquece e o liberalismo apoiado pelos EUA se fortaleceu.

IMPERIALISMO


  • No fim do Século XIX, os países industrializados da Europa iniciaram uma corrida em busca de novos mercados fora do continente, propiciando o neocolonialismo na África e na Ásia.


  • As razões que motivaram o neocolonialismo foram: 1. Mercados consumidores fora do continente europeu que pudesse absorver o excedente de produtos industrializados. 2. Mercado produtor de matérias-primas e fornecedor de mão-de-obra barata para acelerar o processo de industrialização. 3. Escoamento do excedente populacional europeu para novas áreas coloniais.


  • A justificativa para o expansionismo imperialista era: 1. Darwinismo social – Os europeus afirmavam que a lei da sociedade funciona como a lei da selva: “só os mais fortes sobrevivem”. Por isso, era disseminada a ideologia da superioridade racial do branco europeu. 2. Doutrina religiosa – Afirmava que a Igreja cristã possuía uma missão de salvar almas dos infiéis para o cristianismo. Assim, eram disseminados os valores ocidentais. 3. Missão civilizatória – Os europeus afirmavam que levariam a civilização a esses continentes, tais como: a nova ciência e a tecnologia.

    O NEOCOLONIALISMO NA ÁFRICA
· O início da partilha da África, pelos ingleses, ocorreu em 1815. A Inglaterra, nesse período, comprou as colônias do Cabo e do Nata dos holandeses. Dessa forma, iniciou uma intervenção capitalista nesse continente: os negros passaram a fornecer matéria-prima para o mercado inglês, ao mesmo tempo em que se tornavam mão-de-obra barata.

· A partir de 1830, haverá uma nova corrida rumo à África em busca de novos mercados, porém mais violenta do que a do século XVI, pois essa não respeitou a unidade lingüística, religiosa e cultural dos povos africanos.

· Potencias dominadoras: Inglaterra dominou o Egito, o Sudão, a Rodésia, a Uganda, o Quênia, o Zanzibar, a Somália e África Oriental inglesa. No Ocidente, Gâmbia, Serra Leoa, Costa do Ouro e Nigéria. Holanda estabelecem-se na litorânea Cidade do Cabo, na África do Sul, a partir de 1652. Desenvolvem, na região, uma nova cultura e formam uma comunidade conhecida como africâner ou bôer. Mais tarde, os bôeres perdem o domínio da região para o Reino Unido na Guerra dos Bôeres (Os Bôeres eram descendentes dos holandeses, que dominavam a região aurífera de Transvaall e de Orange. A Inglaterra, com a finalidade de explorar o ouro do sul da África, invadiu a região e impôs, após três anos de guerra, a sua dominação. Nos anos seguintes, verificou-se a corrida do ouro na África do Sul, quando grandes empresas mineradoras lá se instalaram.).França – Os domínios franceses iniciam-se na Argélia, depois Tunísia, África Ocidental francesa (Guiné, Senegal, Daomé, Níger, Costa do Marfim, Alto Volta e Mali). Região equatoriana (Gabão, Congo, Chade e República Centro-Africana) e; Marrocos e Madagáscar. Bélgica – Dominou o Congo em 1908. Alemanha – Dominou a África Oriental: Tanganica, Ruanda, Burundi. No Ocidente africano: Camerum, Togo e a Namíbia. Itália – Os italianos criaram possessões na Somália, Eritréia, Líbia, e Etiópia.

· A Conferência de Berlim – Em 28 de fevereiro de 1885, a Conferência de Berlim formulou “as regras do jogo” na partilha da África. Princípio básico: para reclamar um território, um país europeu tinha de ocupá-lo, o que acabou permitindo um desenfreado número de anexações que ficaram conhecidas como “corrida de obstáculos”, pois cada nação européia saía em disparada para se apoderar do maior número de territórios.
A Inglaterra apesar das decisões da Conferência de Berlim, manteve seus domínios na África.

O NEOCOLONIALISMO NA ÁSIA


· Em geral, o modo de produção dos países asiáticos era formado pela união da pequena produção agrícola, com a indústria doméstica, compondo pequenas comunidades economicamente auto-suficientes. O comércio de produtos europeus, principalmente os ingleses, destruiu rapidamente essa indústria artesanal, ficando a população local na exclusiva dependência da agricultura. Tornavam-se, assim, abastecedores de víveres e de matérias-primas da Europa.

· ÍNDIA Astutamente, os ingleses impediram o surgimento de um poder central forte e estabeleceram um regime de “protetorado” sobre a Índia – regime que, na prática, significava a intervenção na administração local. Em 1857, a Revolta dos Cipaios, primeiro movimento nacionalista indiano, colocou em perigo o domínio inglês, mas foi sufocada dois anos depois.

· CHINA

Dificuldades impostas pelo governo central – Nos séculos XVII e XVIII, os europeus encontravam dificuldade para comerciar no interior da China. Chá X ópio – Inicialmente, os britânicos compravam chá, sem conseguir vender aos chineses algum produto em igual quantidade, mas descobriram que o ópio era uma mercadoria de grande aceitação entre os chineses. → Guerra do ópio – O comércio prosseguiu, levando as autoridades chinesas a promover, em 1839, a queima de 20 mil caixas da substância na cidade de Cantão. Os britânicos reagiram, declarando guerra à China; era o início da Guerra do Ópio → Tratado de Nanquim – Em 1842, estabelecendo, entre outras cláusulas, a abertura de cinco portos chineses ao livre comércio, a imunidade e os privilégios especiais aos súditos britânicos e a transferência de Hong Kong à Grã-Bretanha.
A divisão da China – No fim do século XIX, Grã Bretanha, França, Alemanha, Rússia, Estados Unidos e Japão dividiam o imenso território chinês em diversas esferas de influência.
Os nacionalistas chineses reagiam contra intervenção estrangeira e ao tíbio comportamento da dinastia Manchu, então ocupante do trono imperial. Foi o início da Guerra dos Boxers.

· JAPÃO
O primeiro contato entre japoneses e ocidentais ocorreu no período das grandes navegações, nos séculos XV e XVI. No século XVII, o comércio do Japão passou a ser monopólio de alguns poucos comerciantes holandeses.
O isolamento japonês perdurou até 1853, ano em que a Esquadra Negra, sob o domínio do comandante Perry, forçou a abertura dos portos japoneses ao comércio com os Estados Unidos. No entanto o Japão, ainda na década de 1860, iniciou um “subimperialismo” sobre outras nações – China, Coréia e Taiwan (ou Formosa) –, industrializando-se. O período modernizador do Japão ficou conhecido como Era Meiji, que significa “governo esclarecido”.

· Em 1885, a França consolidou seu domínio na antiga Cochinchina: Laos, Camboja e Império Anamita (parte do atual Vietnã), pertencentes anteriormente à China. Os holandeses conquistaram as ilhas que, hoje, constituem a Indonésia. Os Estados Unidos conquistaram as Filipinas, que estavam sob o domínio espanhol desde o século XVI.

A FORMAÇÃO DOS EUA – Pós Guerra civil


  • A Questão racial após a Guerra Civil
    · Tentativas de inserir o negro na sociedade:13º Emenda da Constituição (abolição da escravidão no território norte-americano) e 15º Emenda da Constituição (de 1870: proibia a descriminação de eleitores por motivos raciais)

    · A realidade americana de discriminação: Ku Klux Klan, no Sul permanecia a exploração dos negros nas fazendas (não mais como escravos), no Norte apenas os Brancos Protestantes tinham plena cidadania (os negros, imigrantes católicos e os indígenas eram excluídos da cidadania)


  • A vocação imperialista
    · Inicio: Doutrina Monroe (definia a posição imperialista do país diante das nações latino-americanas e das antigas potências coloniais, também fazia frente às posições do Congresso de Viena)


  • As práticas imperialistas no século XIX:
    · Compra do Alasca (1897)

    · derrubada da monarquia do Havaí e sua conquista (criou-se uma república liderada plantadores e comerciantes norte-americanos)

    · conflitos com a Espanha e a independência de Cuba (que virou um protetorado americano através da Emenda Platt) e de Porto Rico.


  • As práticas imperialistas no século XIX:
    · Auxiliam o Panamá a separar-se da Colômbia ( 1903, para dar continuidade a construção do Canal do Panamá)

    · Corolário Roosevelt 1904 ( direito dos Estados Unidos de Intervirem nos negócios dos paises latino americanos, cria o BIG STICK)

    · Diplomacia do Dólar (domínio dos paises de de frágil economia com investimento americanos, principalmente as da América Central, bananas republics ) como no caso da Nicarágua

    · Após a Crise de 1929 veio a política da boa vizinhança ( que acabou após a Segunda Guerra).
    Atualmente, estendem sua dominação ao Oriente Médio produtor de petróleo.

UNIFICAÇÕES ITALIANA E ALEMÃ.


  • A construção da nação.
    · O termo nação e nacionalismo é recente na história européia, data do século XVIII, na época das revoluções burguesas → que questionava o Estado como patrimônio da nobreza e elaborava modelos de Estados independentes.

    · Os modelos de construção dos Estados ao longo do século XIX (na Europa e no Mundo) são copiados dos modelos franceses e norte-americanos.

    · Visto de um ângulo mais abrangente, naciona­lismo pode ser identificado como um sentimento de preferência por tudo o que é próprio da nação. A ex­pressão está ligada, portanto, à ideologia nacional, ou seja, à idéia de que existem laços culturais, históricos e lingüísticos que unem os habitantes de um determi­nado território → atualmente está ligado ao ideal de defesa e desenvolvimento econômico nacional.

  • Unificação Italiana
    · As revoluções de 1848 na Itália tiveram um cará­ter essencialmente nacionalista. Pretendia-se libertar as regiões que se encontravam sob domínio austrí­aco e, a partir daí, concretizar a unificação italiana → O fracasso desse levante revolucionário demonstrou a necessidade de ajuda externa → a base da unificação então será com o apoio externo e não com um levante popular → com a liderança do Estado de Piemonte-Sardenha.

    · Propostas di­vergentes. O Risorgimento, composto pela alta bur­guesia e pela nobreza fundiária e orientado pelo conde e grande proprietário de terras Camilo di Cavour, visa­va à unificação com a implantação de uma monarquia liberal. O movimento conhecido como Jovem Itália pretendia unificar o país e implantar um regime repu­blicano. Era apoiado pela pequena e média burguesia e liderado por Giuseppe Mazzini.
    · Com menor expres­sividade existiam os grupos religiosos que defendiam a idéia de que o melhor para a Itália seria constituir-se em uma nação presidida pelo papa.

    · A liderança do proces­so de unificação se dividiu entre os seguidores Risorgimento e os "ca­misas vermelhas" de Giuseppe Garibaldi (que já havia lutado pelos ideais republicanos no Brasil e em outras áreas da América Latina).

    · A participação da França: a favor contra Rússia e Áustria. Contra: durante a conquista de Roma e dos Estados Pontifícios (teve que desistir devido as derrotas na Guerra Franco-Prussiana).

    · Questão Romana: O conflito entre o Estado e a Igreja na Itália → que só foi resolvido em 1929 com o Tratado de Latrão → que criou o Estado do Vaticano e tornou o catolicismo religião oficial na Itália.


  • a Unificação Alemã
    · Históricos: Sacro Império Romano-Germânico → século XVII:divisão em cerca de 300 unidades (por motivos religiosos, dinásticos ou políticos) → após as Guerras Napoleônicas: 38 Estados na Confederação Germânica do Norte (sob a hegemonia Austríaca) → 1834, Uniao aduaneira ou Zollverein (supressão das barreiras alfandegárias entre os Estados Alemães) → 1870, forma-se o Estado Nacional Alemão.

    · A liderança da unificação coube a Prússia de Guilherme I, assistido por Bismarck. → aliança entre os Junkes (nobreza aristocrática que participava do estado e exercito alemães) e a alta burguesia (interessada na continuidade do processo de modernização da Alemanha).

    · Guerras de conquista: Contra a Dinamarca (teve o apoio da Áustria), Contra a Áustria (teve o apoio da Itália) e contra a França (na Batalha Franco Prussiana, onde a França perdeu os territórios da Alsácia e Lorena)

REVOLUÇÕES LIBERAIS E NACIONALISMOS:


  • Introdução: · Ecos da Revolução Francesa e Era Napoleônicas, que difundiram na Europa os ideais burgueses e contestação das idéias da Santa Aliança. · Principais propostas: Liberalismo (liberdade individual), Democratas (sufrágio universal) e nacionalismo (união de grupos lingüísticos e históricos em uma só nação). Tanto liberais como conservadores concordavam num ponto: o titulo de cidadãos deveria ser dado apenas às elites.
  • Década de 1830: · Rebeliões liberais que fracassaram: Alemanha, Itália e Polônia. · Que deram certo: Independência da Grécia (dos Otomanos) e Bélgica (dos Paises Baixos). · Na França: após três dias de lutas e barricadas derrubaram o Rei ultra-reacionário Carlos X e colocou em seu Lugar Luis Felipe de Bourbon-Orléans (que representava um setor da nobreza que concordava com reformas).
  • A Onda Revolucionaria de 1848: A Primavera dos Povos. · Explosões revolucionárias em toda a Europa, que enfrentou e derrotou (em alguns casos) as forças repressoras, propondo mudar a natureza dos Estados. JUNTE A ISSO O LANÇAMENTO DO MANIFESTO COMUNISTA. · Fatores: crise econômica, secas e pragas que assolavam a Europa. · Composição social dos revoltosos: principalmente trabalhadores pobres.
  • Os resultados da onda revolucionária As rebeliões de 1848 tiveram diferentes des­dobramentos: · França - derrubada de Luís Filipe em fevereiro e proclamação da República → Em junho de 1848, o operariado se revoltou, tentando aprofundar a revolução, mas foi reprimido → Eleito presidente, o príncipe Luís Napoleão (sobrinho de Napoleão Bonaparte) → Luís Napoleão deu um golpe de Estado em 1851→ abrindo caminho para sua ascensão ao trono im­perial em 1852, com o título de Napoleão III. · Alemanha - a rebelião teve início em março de 1848. Além de elaborarem um projeto de constituição, os liberais ofereceram em 1849 a coroa imperial de uma Alemanha unificada ao rei Frederico Guilherme IV da Prússia, que a re­cusou.
  • Conclusão: conservou o essencial das concepções burguesas (liberdade civil + fim dos privilégios feudais + igualdade civil + acesso a cargos públicos = passagem da sociedade aristocrática para uma liberal burguesa) e advento de ideias socialistas (fortalecimento do movimento operário)

O IMPÉRIO NAPOLEÔNICO E O CONGRESSO DE VIENA

  • Introdução · Chegou ao poder através do golpe 18 de Brumário: sua ascensão pos fim às disputas entre esquerdistas e monarquistas. · Consolidou as conquista burguesa, mas matou os ideais revolucionários (Igualdade, liberdade e fraternidade).
  • Consulado · O poder executivo era divido entre três cônsules (sendo Napoleão o primeiro) · Medidas: Código Civil Napoleônico, organizou a administração e as finanças francesas, varias vitórias militares. · Plebiscito: (1802) consulado vitalício, (1804) transformou o consulado em império.
  • Império · Manteve as vitórias militares externas. · Bloqueio Continental: proibição da entrada de produtos ingleses na Europa à decadência militar: invasão da Rússia uso de força militar para sustentar os tronos conquistados para seu parentes à derrota definitiva: Batalha das Nações.
  • Derrota de Napoleão · Tratado de Fontainebleau: abdicava do trono da França em troca do trono da Ilha de Elba e de uma pensão anual. à retorno do dinastia dos Bourbons. · Governo dos Cem Dias 1815: “Chegarei a Paris sem disparar um só tiro” · derrota definitiva: Batalha de Waterloo (1815) à Napoleão renuncia definitivamente ao trono e se refugia na Ilha de Santa Helena.
  • Congresso de Viena · Objetivo: restaurar as dinastias destituídas por Napoleão e retraçar o mapa europeu. · Principio da Legitimidade: determina o retorno das fronteiras européias anteriores ao processo revolucionário. · Principio do Equilíbrio: as potencias vencedoras (Áustria, Rússia, Prússia e Inglaterra) teriam o direito de obter novas possessões fora da Europa e manter as que já controlavam. ORIGEM DO IMPERIALISMO.
  • Santa Aliança · Um pacto político-militar de caráter conservador (Áustria, Rússia e Prússia) para combater as revoltas liberais. · A tentativa de manter as possessões coloniais fez com que a Inglaterra não aderisse ao tratado.

A FORMAÇÃO DOS ESTADOS UNIDOS

  • A expansão norte-americana

· Imigração → Aumento populacional → ocupação das terras → Doutrina do Destino Manifesto ( estender o território norte-americano até o Oceano Pacifico) → desenvolvimento econômico do Norte (ampliação das áreas agrícolas, do setor industrial, do mercado consumidor e do sistema de transportes) e do Sul (aumento das áreas plantadas)

  • A caminho da Guerra Civil →Divergências :NORTE # SUL

Antecedente:Colônia de povoamento # Colônia de exploração Economia:Industrializada # Agrária Mão-de-obra: Assalariada, abolicionista # escrava Produção: Mercado interno # Mercado externo Tarifas alfandegárias: Protecionistas # Baixas taxa Acesso a terra até o séc XIX: Altos preços às terras (burguesia) # Baixos preços Banco Central : Uma única moeda #Varias modas · Lei do Homestead (20/05/1862): acordo entre Norte e Oeste (durante a Guerra Civil) que facilitava o acesso às terras publicas aos cidadãos e imigrantes → desrespeito as terras indígenas → confrontos com os indígenas → Dawes Act (os índios podiam participar do Homestead Act ( desde que renuncie aos modos tribais e aceite a cultura anglo-saxão).

  • A eclosão do Conflito · Mais divergências: o sul temia o aumento da atuação do Estado em obras publicas (com medo de aumentarem os impostos de importação) já o Norte incentivava (facilitava a conquista denovos mercados). · Outro fator de crise foi a depressão econômica de 1857 que atingiu o Norte: crise no sistema bancário, queda nas exportações de cereais e especulação no setor de estradas de ferro. · O divisor de Águas, a questão da escravidão → ploiticas de apaziguamento: Compromisso de Missouri ( de 1820, escravidão apenas abaixo do paralelo 36°N) e o Compromisso de 1850 (a escravidão era decidida pela legislação de cada estado) → eleição do Presidente Abraham Lincoln (nortista, abolicionista e republicano) → os estados do Sul deixa a União e Formam os Estados Confederados. → Guerra de Secessão (1861-65) para restabelecer a União

REVOLUÇÃO FRANCESA

  • A França antes da revolução · Criticas ao Antigo Regime (Absolutismo e mercantilismo). · Divisão social: clero (Alto e Baixo) – 0,5%, Nobreza (torgada = vindos da burguesia) – 1,5 % e Terceiro Estado (inclusive a burguesia) única a pagar impostos. · Causas da crise: recusa do 3º Estado em aceitar a ordem excludente, déficit público (má administração, privilégios da nobreza e financiamento da Guerra de Independência dos Estados Unidos), crise econômica (crise agrícola).
  • Inicio do processo revolucionário. · Reforma fiscal (1º e 2º Estados pagariam impostos) à recusa do Parlamento (Nobreza) à o Parlamento convoca a Assembléia dos Estados Gerais (por meio do voto indireto e secreto) à disputas entre os Estados (voto por ordem ou per capta) à transformação da Assembléia dos Estados Gerais em Assembléia Nacional Constituinte. · Tomada da Bastilha 1789 – Causa: as medidas da Constituinte não atendeu aos anseios das camadas populares. Tornou-se o símbolo do fim do absolutismo e o marco da Revolução. · O Grande Medo : lutas dos camponeses pelo fim da servidão e por liberdades.
  • Assembléia Nacional Constituinte · A Constituição de 1791: Declaração dos Direitos do Homem e do cidadão, abolição dos privilégios feudais, confisco das terras da Igreja, limitação do poder do rei, voto censitário. · Nenhuma reforma social importante foi aprovada e desagradando as camaads populares e também nobres e clero. · Tentativa de fuga do rei para a Áustria ATENÇAO: COM A CRIAÇAO DA CONTITUIÇAO ESSA ASSEMBLEIA DISSOLVEU-SE.
  • Assembléia Legislativa (Monarquia Constitucional). · Invasão da Áustria e da Prússia em apoio ao Rei. Afastamento do rei de suas funções. · Vitória da Comuna de Paris sobre os invasores à Proclamação da República.
  • Convenção Nacional, Fase do Terror ou República Jacobina · Divisão política entre: Jacobinos (esquerda revolucionaria, baixa burguesia), girondinos (direita contra-revolucionária, alta burguesia) e pântano (centro). · Fase realmente revolucionaria: fim do voto censitário e da escravidão na colônia (apoio a independência do Haiti) · Controle rígido dos Jacobinos liderados por Robespierre, que perseguiam “opositores” do regime.
  • Contra-Revolução Burguesa: Fase do Diretório · Reação Termidoriana: golpe contra Robespierre, com o apoio do Exercito à retorno do governo girondino (fim das reformas sociais): Constituição de 1795 · Ascensão de Napoleão: Golpe 18 de Brumário (receio dos girondinos com a aposição e conflitos externos). Fim da Revolução?


sábado, 15 de agosto de 2009

Estados Totalitários

Fatores geradores
  • Crise econômica após a Primeira Guerra, possibilidade de difusão de idéias socialistas, nacionalismos, frustrações com a Primeira Guerra. Fascismo
  • Chegada ao Poder: Atuação dos Camisas-negras, Marcha sobre Roma, Mussolini como Primeiro Ministro, maioria no Parlamento, Mussolini se toma DUCE ( condutor supremo da Itália)
  • Apoios: Burguesia, Igreja (Tratado de Latrão)
Nazismo
  • Situação alemã: Invasão francesa e belga ao vale do Ruhr, hiperinflação, desemprego ( O nazismo é filho do crescimento da crise com o desemprego),
  • Chegada ao Poder: Substituição do Regime de Kaiser pela República de Weimar, Putsch de Munique, eleições parlamentares de 1932, convite para Hitler ser Chanceler (30101/1930), morte do Presidente Hindemburg, Hitler nomeia-se Fuhrer. Características gerais do Nazi-fascismo
  • Estado Totalitário, culto ao líder, nacionalismo, romantismo, militarismo, unipartidarismo, expansionismo, __ 




    Guerra Civil Espanhola_ _ _ _ ____ __ __
  • Inicio 1936 com a vitória da Frente Popular (reforma agrária) gerou conflitos com os latifundiários e com a igreja católica.
  • O conflito: Militares (interesses das elites, e com o apoio do Nazi-fascismo) versus Frente popular ( apoio soviético)
  • Fato mais conhecido da Guerra: Guernica de Pablo Picasso.
  • ATENÇAO: Francisco Franco na Espanha ( 1939-75) e Antônio Salazar em Portugal ( 1932-70, saiu com a Revolução dos Cravos)



MUNDO ÁRABE



  • Duas Épocas da História:
    -Pré-islâmica: antes da criação da religião muçulmana (ano 570)
    - Islâmica: após a criação do islamismo


  • A Arábia Pré-Islâmica (até 570)- Árabes do deserto (Beduínos): eram nômades - transporte de mercadorias em camelos e pastores.- Árabes da Cidade (Urbanos): eram sedentários - dedicavam-se ao comércio e agricultura.- Crença Religiosa: Politeístas (acreditavam em vários deuses). Meca era o centro do politeísmo.
    Pedra Negra (Caaba): símbolo religioso.


  • Maomé e o Islamismo- fundador do islamismo (ano 570) “Há um só Deus, Alá. E um só profeta, Maomé” (Anjo Gabriel).
    - hégira (emigração), 622 d. C. : Ano da fuga de Maomé de Meca para Yatreb.- Monoteísta: existência de um único deus: Alá

  • Os princípios do Islamismo- Corão ou Alcorão: livro Sagrado- Guerra Santa: combate aos não-muçulmanos que ameaçavam a religião muçulmana- Promessa do paraíso para quem for fiel a Alá- Obrigações religiosas dos muçulmanos: crer em Alá, Rezar 5 vezes por dia em direção à Meca , dar esmolas, Jejuar no mês de Ramadã, Ir a Meca pelo menos uma vez na vida.


  • Xiitas e Sunitas.
    - Xiitas: aceitam apenas califas da família de Maomé, e seguem apena o Alcorão.
    - Sunitas: aceitam califas de forma da família de Maomé, segeum o Suna e o Corão.


  • Expansão Árabe: O Império Muçulmano- Califa (líder): comandou a expansão territorial dos árabes: conquistaram o norte da África, Península Ibérica e regiões na Ásia- Guerra Santa para expansão do islamismo (jihad)- conquista de territórios e respeito a cultura dos povos dominados, em troca de tributos


  • Cultura Árabe - Desenvolveram:- Comércio: cheques, recibos, cartas de crédito, etc.- Ciência: química (busca de pedra filosofal) e conhecimentos de medicina- Literatura: Aladim e a lâmpada maravilhosa, Simbad, o marujo, Mil e uma noites, Ali baba e os 40 ladrões


  • Islamismo Hoje- Espalhado em diversos países do Mundo: principalmente no Oriente Médio e Ásia- Sociedade Patriarcal e pouca participação das mulheres na sociedade e na democracia
    - 20% da população atual, é a religião que mais se expande.

CRUZADAS

  • Foi um movimento religioso de caráter militar que visava libertar Jerusalém do domínio dos turcos seldjúcidas.
  • Inicio: 1096 -Primeira Cruzada Oficial (após o Concilio de Clermont 1095 do Papa Urbano lI) a 1270 - Oitava Cruzada Oficial. ATENÇÃO: Tiveram mais duas cruzadas não-oficiais: a dos mendigos e a das crianças.
  • Fatores que levaram as Cruzadas: Aumento demográfico, nobres e servos sem terras, busca de novas rotas comerciais, aumentar o poder da Igreja, unificar as duas Igrejas Católicas,
  • Conseqüências: enfraquecimento da nobreza e da igreja, reabertura da rota comercial com o Oriente, reabertura do comércio via Mediterrâneo, introdução de novos produtos econômicos na Europa. A criação do santo Oficio - Inquisição
  • Criação: século XII (Por Gregório XI, no Tratado de Paris de 1229). ATENÇÃO: a repressão da Igreja consta do século XI ao XVII.
  • Objetivos: combater as heresias. Fatores:. com o renascimento urbano e comercial a Igreja não satisfazia os anseios dos mercadores e burgueses.
  • Movimentos Heréticos: os Valdenses, os Dolcininites, os Albaginenses, o Arianismo, o Monofisismo, o Nestorianismo. ATENÇÃO: Ortodoxos (defendiam os dogmas da Igreja sem questionar) versus Heterodoxos (questionam os dogmas da Igreja). "A Caça as bruxas"
  • Perseguição da Igreja Católica as mulheres acusadas de bruxarias (parteiras, mendigas, prostitutas e curandeiros.
  • Causas da perseguição: ameaça do surgimento de novas religiões.
  • Curiosidade: : castração de garotos para substituírem as mulheres no canto litúrgico.

BAIXA IDADE MÉDIA (revisão)

Renascimento Comercial e urbano 

· → desenvolvimento tecnológico → aumento na produtividade e na produção → geração de excedente → comércio e aumento populacional → feiras → burgos → cidades. · Surgimento da burguesia. Prática da usura. · Oficinas medievais: Mestre, Jornaleiro e aprendiz.

As Cruzadas 
· Definição: expedições religiosas de caráter militar que visava libertar a Terra Santa dos infiéis. 
· Objetivos: aumentar o poder da Igreja do Ocidente (Reunificando-a, após a Cisma do oriente 1054), conquistar terras, eliminar o excedente populacional europeu, abrir novas rotas comerciais. 
 · Foram oito Cruzadas oficiais + duas não oficiais (das crianças e dos mendigos).
 · Conseqüências: reabertura do Mediterrâneo ao comercio, enfraquecimento da Igreja e da Nobreza, ascensão da burguesia.

Formação das Monarquias Nacionais. 
· Jogo de interesses: Rei + Nobreza: reerguer a nobreza que estava em crise e manter os privilégios feudais. Rei + Burguesia: eliminar os entraves feudais ao comércio (unificar: sistema de pesos e medidas, impostos e moedas). 
 · Exemplos: Portugal, Espanha, França e Inglaterra.

ALTA IDADE MÉDIA

  • As invasões bárbaras · Principais povos: germânicos, francos e hunos → barbarizarão do exercito romano e ruralização da sociedade → favorecida pela Lei do Colonato de Diocleciano.
  • Idade Média · A Idade Média, ou Idade Medieval, foi um período que durou aproximadamente 1000 anos. Inicia-se em 476 (ano da queda do Império Romano do ocidente) e estende-se até 1453 (queda do Império Romano do oriente pela tomada de Constantinopla pelos turcos). · Divide-se em Alta e Baixa Idade Média.
  • Império Franco
  • Vivendo em tribos , e após várias batalhas sobre o Domínio de Meroveu, foram unificados pelo neto deste: Clóvis, fundando a dinastia Merovíngia. →Clóvis aliançou-se com a Igreja convertendo-se e apoiando-a. → Após a morte de Clóvis, passa-se a ter o domínio dos reis indolentes e quem governa o reino em sua essência é o Mordomo do Palácio (prefeito do castelo). → O prefeito que mais tomou destaque foi Carlos Martel que impediu as invasões dos muçulmanos (na Batlha de Poitiers, 732 → seu filho, Pepino – o breve, toma o poder e instala a disnastia Carolíngea. · Carlos Magno. O período áureo vem com este governante que passa a pregar uma grande expansão territorial, bem como um grande apoio as artes e escritas (Renascença Carolíngia). Grandes obras gregas e romanas foram recuperadas nesse período, escolas e mosteiros foram erguidos nesse momento. · No plano político Carlos Magno dividiu o reino em condados, ducados e comarcas. · Após a morte de Carlos Magno o império decai nas mãos de Luiz- o piedosos e na luta de seus filhos pela divisão dos territórios do império entre esses. Para acabar com o conflito foi preciso a intervenção da igreja e a divisão das terras e a assinatura do Tratado de Verdum. Essa divisão enfraqueceu e gerou um maior crescimento do poder dos nobres e uma desfragmentação do poder real.
  • FEUDALISMO · Bases do feudalismo: colonato, comitatus e beneficiun (concessão do direito de usar a terra) e vilae. · Estrutura Política: Prevaleceram na Idade Média as relações de vassalagem e suserania. O suserano era quem dava um lote de terra ao vassalo, sendo que este último deveria prestar fidelidade e ajuda ao seu suserano. O vassalo oferecia ao senhor, ou suserano, fidelidade e trabalho, em troca de proteção e um lugar no sistema de produção. As redes de vassalagem se estendiam por várias regiões, sendo o rei o suserano mais poderoso.Todo os poderes jurídico (direito consuetudinário), econômico e político concentravam-se nas mãos dos senhores feudais, donos de lotes de terras (feudos). · Sociedade Medieval: A sociedade era estática (com pouca mobilidade social) e hierarquizada. A nobreza feudal (senhores feudais, cavaleiros, condes, duques, viscondes) era detentora de terras e arrecadava impostos dos camponeses. O clero (membros da Igreja Católica) tinha um grande poder, pois era responsável pela proteção espiritual da sociedade. Era isento de impostos e arrecadava o dízimo. A terceira camada da sociedade era formada pelos servos (camponeses) e pequenos artesãos. Os servos deviam pagar várias taxas e tributos aos senhores feudais, tais como: corvéia (trabalho de 3 a 4 dias nas terras do senhor feudal), talha (metade da produção), banalidades (taxas pagas pela utilização do moinho e forno do senhor feudal). · Economia Medieval : A economia feudal baseava-se principalmente na agricultura. Existiam moedas na Idade Média, porém eram pouco utilizadas. As trocas de produtos e mercadorias eram comuns na economia feudal. O feudo era a base econômica deste período, pois quem tinha a terra possuía mais poder. O artesanato também era praticado na Idade Média. A produção era baixa, pois as técnicas de trabalho agrícola eram extremamente rudimentares. O arado puxado por bois era muito utilizado na agricultura. · Divisão do feudo: manso servil, manso senhorial e manso comunal. · Obrigações servis: talha, corvéia e banalidades

ROMA PARTE II


  • Fim da República romana
    · Roma crescera, tornara-se um império mundial. As instituições concebidas para o autogoverno de uma sociedade de pequenos proprietários agrícolas não funcionavam mais.


  • Ditaduras e Triunviratos. Num clima de crescente instabilidade e crise generalizada, diversos chefes militares passaram a disputar o poder. Roma conheceu os governos autoritários dos generais Mário e Sila. Este último derrotou Mário e se tornou ditador vitalício, mas abdicou em 79 a.C., abrindo caminho para os triunviratos.


  • 1º triunvirato, para controlar as insurreições urbanas sobe ao comando 3 membros do exército (César, Pompeu e Crasso):
    · Ditadura de César (apoiado pela plebe): César assumiu os poderes de cônsul, tribuno, sumo sacerdote e supremo comandante do exército. Promoveu uma reforma político-administrativa, distribuiu terras entre os soldados, impulsionou a colonização das províncias, construiu obras públicas e reformulou o calendário. Conquista o Egito e casa-se com Cleópatra. Foi assassinado pelo filho adotivo Brutus, dentro do Senado.


  • 2º Triunvirato (Marco Antônio, Otávio, Lépido)
    · Otávio recebeu do Senado o título de princeps (primeiro cidadão), primeira etapa para obter o título de imperador (o supremo), Pontifex maximus (sacerdote supremo). Otávio tornou-se progressivamente senhor absoluto de Roma, recebendo os titulos de Augustus (o divino) e Pater patriae ( o pai da pátria), até então inédito entreos governantes romano.



  • ROMA IMPÉRIOè Otávio Augusto: Pax Romana (forte repressão às revoltas e diminuição das conquistas → melhoria na administração provincial ) e PANES ET CIRCENSIS, distribuição de trigo e promoção de lutas e martírios públicos pelo Estado. Durante o seu império nasce Jesus Cristo.


  • Outros imperadores: Adriano (Edito Perpétuo -código de Leis- II diáspora Judaica), Tibério (morte de JESUS), Calígula (Nomeia seu cavalo para o senado), Nero (Colocou fogo em Roma e culpou os cristãos)

  • Diocleciano e a Tetrarquia: 2 Augustos (para o Ocidente e Oriente) com a ajuda de 2 Cesares, Edito Máximo(que consistia na criação dos preços máximos para os produtos comercializados e um limite de ganhos sobre a jornada de trabalhos)→ Constantino: reunificação e em 330 a capital de Roma passa a ser Constantinopla, Edito de Milão (liberdade ao Cristianismo) e LEI DO COLONATO(tornava o colono preso a terra, dando incico a servidão que marca a mão-de-obra do sistema feudal) → Teodósio: Edito da Tessalônia (o Cristianismo é a Religião oficial Romana) e a Divisão do Império Romano em Ocidente e Oriente.


  • DECADÊNCIA: Lutas pelo poder político, diminuição da expansão territorial, déficit público, Queda na escravidão e na produção de alimentos, Migração dos plebeus para o campo (Colonato), Invasões territoriais bárbaras.



  • RELIGIÃO
    · Politeísta: Deuses públicos e privados (lares)

    · Motivação para a perseguição dos cristãos: Crença no monoteísmo em detrimento ao politeísmo romano, Não reconhecimento do imperador como deus, Não participação do exército, Contrários a escravidão, Participação de mulheres e escravos nos cultos.

ROMA: PARTE I

  • Introdução · Povos fundadores: etrusco e italiotas (Sabinos e Latinos)
  • PERÍODO MONÁRQUICO · Governados pelos reis etruscos que pouco a pouco se aliançavam com a plebe.Por isso os patrícios derrubaram os monarcas etruscos (Tarquínio, o Soberbo e instalaram o consulado. · Sociedade: Patrícios ou nobres: Grandes proprietários de terras e gados. Clientes: Plebeus trabalhando sobre a proteção dos Patrícios Plebeus: Maior parte da população (peq. proprietários de terras, artesãos,comerciantes) Escravos: sem nenhum direito. Poderiam ser escravizados por dívidas ou em guerras. · Alguns elementos ricos, fora da classe patrícia, formavam a classe dos éqüites (cavaleiros): homens que podiam equipar-se com armas e um cavalo (equus) e servir na cavalaria...
  • PERÍODO REPUBLICANO (Res publica ou coisa pública ) · Marcado pelo domínio dos Patrícios: Senado, Assembleia e Magistraturas
· Plebeus pagavam impostos, serviam o exército e eram julgados pelos patrícios através de leis consuetudinais (não escritas). Isso desencadeou greves e mudanças. Retiraram-se ao monte Sagrado (Monte Aventino) e conseguiram: - Tribunal da plebe (poderia aprovar ou reprovar leis) - Fim da escravidão por dívidas - Leis das 12 tábuas - Lei de Canuléia (permitia o casamento entre patrícios e plebeus) · Expansão militarista que buscava a conquista de terras e monopólios comerciais - Guerras Púnicas (fenícios) - Aumento do número de escravos, chegando a 50 % da população. - Enriquecimento ilícito dos Patrícios - Revolta dos escravos, principal: Espartacos (Ex-gladiadores) · Reforma dos irmãos Graco (Tíbério e Caio) visava uma reforma agrária dividindo as terras públicas que se encontravam nas mãos da elite.

OS FENÍCIOS

  • Tudo o que se sabe sobre eles (punis ou vermelhos) foi deixado pelos gregos. Eram povos de origem semita.
  • Localização: Atual Líbano
  • Condições adversas (possuíam uma estreita faixa de terra agricultável (200 km de comprimento) espremida entre montanhas e o mar) + posição geográfica favorável ( próxima as passagens de caravanas nômades que favorecia o conato com diversos povos) + presença de madeira de cedro (para a construção de navios) = desenvolvimento do comercio marítimo.
  • Política: as Cidades-estados eram independentes (Ugarit, Biblos, Sídon e Tiro) ou seja não eram unificadas. Predominavam monarquias e repúblicas plutocráticas (controlada pelos cidadãos ricos)
  • Religião · Animista (atribuíam poderes sagrados à montanhas, avroes e manifestações naturais). · Principal deus era Baal (tempestade), mas cada Cidade-estado tinha os seus deuses. · Faziam sacrifícios humanos
  • ATENÇÃO: · No inicio praticavam a agricultura. Dominaram o mar mediterrâneo onde fundaram diversas colônias (Cartago, Chipre, etc.), não eram imperialistas. · Maior contribuição: a criação do alfabeto (necessidade de melhorar a comunicação e o comercio)

AS GRANDES NAVEGAÇÕES COMPARATIVO

Portugal 1. Fez o périplo africano no sentido ocidente-oriente 2. Era um Estado unificado 3. Tinha reis absolutistas 4. Visavam o lucro mercantil. 5. Estiveram no Brasil

fenícios 1. Fez o périplo africano no sentido oriente-ocidente 2. Não era um Estado unificado. 3. Tinha reis absolutistas 4. Visavam o lucro mercantil. 5. Possivelmente estiveram no Brasil (Amazônia e pedra da gávea)

MESOPOTÂMIA: TERRA ENTRE RIOS

  1. Introdução · A importância dos rios: geração de excedentes e a liberação de indivíduos para outras atividade que não a agricultura (comercio, guerra e artesanato). · Localização: Atual Iraque, entre os rios tigres e Eufrates. Região do Crescente Fértil. · Geografia: Alta Mesopotâmia (montanhosa) e Média e baixa Mesopotâmia (no vale dos rios)
  2. As Invasões · Atenção: por ser uma região fértil era constantemente invadida. Essas sucessivas invasões impediram a formação de um império duradouro. · Principais Povos: 1 - Sumérios e acádios (antes de 2000 a.C.); 2 - Amoritas - Primeiro Império Babilônico (2000 a.C. - 1750 a.C.), 3 - Império Assírio (1.300 a.C. – 612 a.C.); 4 - Caldeus - Segundo Império Babilônico (612 a.C.– 539 a.C.)
  3. Sumérios e Acádios · Formado por agricultores e pastores (As terras pertenciam aos deuses) · Revolução Urbana, aperfeiçoamento do comércio, da irrigação, artes e arquitetura; escrita cuneiforme. · Cidades-Estados Independentes e rivais entre si (Ur, Uruk, Lagash, Nipur), Cada cidade era governada por um Patesi ou lugal (Os governantes eram considerados representantes dos deuses); · Construíram Zigurates (unidade econômica e religiosa, funcionava como templo, celeiro, centro administrativo, biblioteca, etc); · Desenvolveram o direito consuetudinário – Código de Dungi · Decadência dos Sumérios : invasões acádias devido as disputas entre as Cidades-Estados. · Por volta de 2.300 a.C. Sargão I rei da Acádia unificou a Mesopotâmia dominando os sumérios e incorporando sua cultura. Revoltas internas e invasões estrangeiras provocaram a decadência do império.
  4. Amoritas – 1o. Império Babilônico · 1º. Império Babilônico = fusão de Amoritas + sumérios + acádios. · Após inúmeras lutas, impuseram seu domínio sobre toda região através de Hamurábi, rei da Babilônia; · Elaborou o Código de Hamurábi baseado nas antigas leis sumerianas e fundamentado no principio de Talião;– “1º. código de leis escritas” (Atenção: NÃO É O CODIGO DE LEI MAIS ANTIGO DO MUNDO. Ex.: Código de Lipitlshtar e Código de Bilalama). · Reforma religiosa, tornando Marduk o principal deus da mesopotâmia, mas mantendo as outras divindades; · Construção do zigurate de Babel (torre de babel, segundo o gênesis) · Após a morte de Hamurábi o império entra em decadência devido às inúmeras revoltas camponesas e rivalidades entre os reinos
  5. Assírios: · Primeiro exercito organizado da história, expansão do império, cruéis conquistadores. · Principais cidades: Assur (nome de um deus) e Nínive; · Estado militarizado. Contava com armas de ferro, carros de guerra e cavalos em seu exército; · Seu principal governante foi Assurbanipal que construiu a biblioteca de Nínive; · Após a morte de Assurbanipal os povos dominados se revoltaram e destruíram Nínive e todo Império Assírio
  6. Caldeus: - Segundo Império Babilônico · Os Caldeus reconstruíram a Babilônia, tornando-a novamente capital da Mesopotâmia (Império Neobabilônico); · Construção dos “Jardins Suspensos da Babilônia” e de templos ao deus Marduk;, reconstrução da “Torre de Babel” (zigurate) · Expansão territorial com a conquista da Fenícia, Síria e Palestina. Escravização do reino de Judá (cativeiro da Babilônia); · Após a morte de Nabucodonosor a Mesopotâmia foi conquistada por Ciro I tornando-se domínio do Império Persa.
  7. Organização Econômica · Estruturava-se com base no Modo de Produção Asiático: estado despótico fundamentado na religião, ausência de propriedade privada sobre os meios de produção (terra), servidão coletiva; · As terras pertenciam aos deuses sendo administradas pelos sacerdotes e cultivadas pelos camponeses; os templos eram donos dos meios de produção e dos animais. · Construção de obras públicas (templos) e hidráulicas (canais); · A principal atividade econômica era a agricultura, mas o artesanato, principalmente o de metais, e o comércio também se desenvolveram bastante. Babilônia tornou-se importante entreposto comercial.
  8. Organização Social · A sociedade era rigidamente hierarquizada, sem mobilidade social; · Vida difícil devido as enchentes e as guerras. · Os escravos eram mais numerosos que no Egito; (prisioneiros de guerra ou homens livres endividados) · O Governante era denominado Patesi ou Lugal e considerado sumo-sacerdote e chefe militar;
  9. Cultura · Destaca-se o desenvolvimento da escrita cuneiforme · Literatura: Epopéia de Gilgamesh e o Mito da Criação · Arquitetura: construção de templos, palácios e zigurates. · Desenvolveram a matemática e a astronomia e o Direito · Dividiram o ano em 12 meses, a semana em 7 dias e o dia em 24 h.
  10. Religião · Eram politeístas e cada cidade tinha um deus protetor; · Não acreditavam na vida após a morte; · Seus deuses representavam o bem e o mal (maniqueísmo). Os principais eram Marduk e Ishtar (deusa da natureza); · Desenvolveram o horóscopo e os 12 signos do zodíaco;


HEBREUS

  • Introdução · Localização: Região da palestina cortada pelo rio Jordão. · Fonte de pesquisa sobre os Hebreus: Torá ou Pentateuco (Gênesis, xodó, Levítico, Números e Deuteronômios)
  • Evolução política · Patriarcas: Exerciam funções religiosa, juizes e chefes militares, bem como políticas. Abraão ( Lançou as bases do monoteísmo, liderou a emigração para Canaã), Isaac, Jacó (1750 a.C, emigração par o Egito), Moisés ( Êxodo, e recebeu as Tabuas da lei). · Juizes: necessidade de lutas contra os povos que ocupavam Canaã (filisteus e cananeus). Josué, Sansão, Gedeão e Samuel. · Reis: (1000 a.C)necessidade de centralização político-administrativa. Saul, Davi (conquistou Jerusalém e tornou-a capital política e religiosa do reino), Salomão (construiu o templo de Jerusalém, as custas de altos impostos).
  • Os Dois reinos · Cisma: divisão das doze tribos após a morte de Salomão. Reino de Israel (10 tribos do Norte, liderada por Jerobão. Capital em Samaria) e reino de Judá (lideradas por Roboão, capital em Jerusalém) · Israelitas: dominados pelos assírios. Perderam sua identidade cultural. · Judeus: passaram pelo Cativeiro da Babilônia (596 a.C); domínio persa (538 a.C), macedônio e romano (63 a.C). Diáspora (anos 70 d.C) os judeus foram expulsos e proibidos de retornar a região, espalhando-se pelas províncias romanas.
  • Sociedade · Patriarcal, de famílias numerosas devotas de Jeová ou Iaweh · As mulheres eram propriedades do maridos (10} Mandamento) · Escravocrata (escravos hebreus e estrangeiros)
  • Tempos contemporâneos · 1948: criação do Estado de Israel. · Disputas Árabes X israelenses.

GRÉCIA PARTE II

  • CIDADES-ESTADOS As tensões sociais e as crises levaram algumas famílias patriarcais a se unirem por determinados fins comuns e a formarem as fátrias. Certo número de fátrias formava uma tribo. Aos poucos, as tribos de uma dada região passaram a se organizar em cidades-estados, as polis, que contribuíram para desenvolver a indústria artesanal, o comércio, a escravidão e a expansão colonial.
  • PERÍODO ARCAICO A sociedade desse período foi tornando-se escravista. Os escravos trabalhavam para os seus proprietários e não possuíam quaisquer direitos. As fontes de abastecimento de escravos eram as guerras, a expansão comercial e a escravidão por dívida. A Grécia possuía mais de cem cidadesestados.
  • ESPARTA A cidade de Esparta foi fundada pelos dórios no século IX a.C., na região do Peloponeso. Segundo a tradição espartana, a legislação dessa cidade foi criada por Licurgo, figura lendária que teria vivido na cidade no início dos tempos. Essa tradição dispunha sobre a forma de governo e transformou a cidade num verdadeiro acampamento militar. Organização social A sociedade espartana estava dividida nas seguintes classes sociais: Esparciatas - Classe dominante, formada pela aristocracia dórica, com direitos políticos. Periecos - Habitantes conquistados ou estrangeiros que viviam do comércio com Esparta. Hilotas - Pertenciam ao Estado, trabalhavam nas propriedades dos esparciatas e representavam a maior parte da população. Devido às condições miseráveis em que se encontravam, constantemente se rebelavam. Organização política A organização política de Esparta foi criada para garantir os privilégios da classe dominante. As suas principais instituições eram: Diarquia - Formada por dois reis, com autoridade militar e religiosa. Gerúsia - Também conhecida como "conselho de anciãos", era composta de 28 esparciatas com mais de 60 anos. A responsabilidade do conselho era fiscalizar a administração. Ápela - Era a assembléia do povo, formada pelos cidadãos com mais de 30 anos. Eforado - Era composto por cinco éforos, com mandato de um ano. Eram verdadeiros administradores da cidade. Suas funções eram: fiscalizar as funções dos reis, controlar o sistema educacional e distribuir a propriedade entre os esparciatas. Educação espartana Os homens eram educados para se tornar soldados bem preparados para a guerra. A formação dos espartanos era severa, pois o Estado não permitia a existência de soldados fracos ou deformados. As crianças que nasciam com algum defeito eram sacrificadas. As mulheres praticavam exercícios físicos e deveriam dar à luz filhos sadios para o Estado. Tinham mais privilégios que as mulheres de outras cidades gregas.
  • ATENAS A cidade de Atenas foi fundada pelos Jônios, no século VIII a.C., na região da Ática. A sociedade era formada pelas seguintes classes sociais: Eupátridas - Eram os grandes proprietários de terras, formavam a aristocracia rural. Geoghóis - Pequenos proprietários rurais. Demiurgos - Comerciantes e artesãos ricos, viviam das atividades comerciais. Thetas - Formavam a classe mais pobre da cidade e viviam do trabalho assalariado. Os escravos eram prisioneiros de guerras. Organização política - Foram várias as formas de governo de Atenas. As mudanças foram frutos de lutas entre as classes sociais. Monarquia - Foi a primeira forma de governo. Essa tinha a seguinte composição: um rei, denominado basileus, cujo poder era limitado por um Senado; havia também uma assembléia popular. Arcontado - Foi a segunda forma de governo; as mudanças foram frutos de lutas sociais por melhores condições de vida e direitos políticos iguais. O governo passou a ser exercido por nove arcontes eleitos pela assembléia popular. Nesse período, o regime de governo era a oligarquia. A expansão comercial favoreceu os demiurgos, que enriqueceram e passaram a reivindicar participação política. O conflito entre as classes sociais exigiu algumas reformas, iniciadas por Drácon, que elaborou as primeiras leis escritas da cidade. A Plutocracia - Foi fundada por Sólon, que realizou reformas radicais, como a abolição da escravidão por dívida e a adoção de um novo critério de divisão social baseado na riqueza. A Tirania - Foi fundada por Psístrato. Essa forma de governo passou a garantir alguns direitos à população pobre, os thetas e os georghóis. A Democracia - Foi fundada em 509 a.C., por Clístenes. Nessa época, desenvolveu-se a igualdade política entre os cidadãos. Criou-se a lei do Ostracismo, que correspondia à condenação ao exílio de Atenas por dez anos às pessoas consideradas perigosas ao Estado democrático. Características da Democracia: Bulé: assembléia destinada à elaboração das leis; Eclésia: assembléia que votava as leis e escolhia os estrátegos (encarregados de executar as leis); Hiléia: tribunais de justiça. Educação ateniense A visão dos atenienses era ampla, pois visava à preparação física e à formação intelectual de suas elites. A filosofia e o atletismo, acompanhados de música e dança, formavam a base da educação dos cidadãos. A mulher, na sociedade ateniense, tinha um papel social limitado às coisas domésticas, não possuindo direito de cidadania.
  • PERÍODO CLÁSSICO A fase inicial coincidiu com os primeiros combates da guerra entre as cidades da Grécia e o Império Persa. a) As Guerras Médicas Foi a guerra que os gregos travaram para expulsar de seu território os persas. Os atenienses venceram os persas na Batalha de Maratona. Em 480 a.C., Xerxes, filho do sucessor de Dario I, organizou um poderoso exército e invadiu a Grécia por terra e pelo mar. A partir de uma aliança entre Atenas e Esparta, os gregos expulsaram os persas na Batalha naval de Salamina. Em meio à guerra, Atenas organizou a Liga de Delos sob sua liderança. A liga era um pacto em que as cidades-estados aliadas contribuíam com recursos e mantinham a sua soberania político administrativa. Com o tempo, a Liga de Delos transformou-se em um império marítimo submetido a Atenas. O regime democrático foi imposto às cidades da Liga, bem como a moeda, o peso e a medida. A democracia escravista ateniense atingiu o seu esplendor no chamado "Século de Ouro" ou "Século de Péricles". Péricles foi o político que governou Atenas por mais de 30 anos e que embelezou a cidade com esplêndidas construções públicas. b) A guerra do Peloponeso A democracia expansionista ateniense chocou-se com os interesses comerciais da Liga do Peloponeso, comandada por Esparta. O resultado desse choque foi a eclosão da Guerra do Peloponeso, entre 431 a.C. e 404 a.C. Nessa guerra, Esparta, Corinto e Mégara uniram-se e derrotaram Atenas. O caráter militarista espartano fez que ocorressem várias revoltas de muitas cidades contra Esparta. Os tebanos, por fim, venceram os espartanos com uma rede de alianças das cidades descontentes com Esparta. Mas Atenas e Esparta fizeram uma segunda aliança e venceram Tebas. No fim de tudo, o rei da Macedônia, Filipe II, preparou um poderoso exército e invadiu a Grécia.